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STF impõe imensa derrota a Lava Jato. Exigimos imediata liberdade a Lula

O STF declarou como inconstitucional a prisão em segunda instância. Impôs uma forte derrota à operação Lava Jato. Exigimos a imediata soltura de Lula, sem prestar nenhum apoio político ao PT. Exigimos a anulação de todos os julgamentos fraudulentos da Lava Jato. Que os casos de corrupção sejam julgados por júri popular e que os juízes sejam eleitos e ganhem o mesmo salário que uma professora.

sexta-feira 8 de novembro| Edição do dia

Nesta noite (07/11), o Supremo Tribunal Federal (STF), por 6 votos contra 5, decidiu contra a prisão após segunda instância. Com 5 votos favoráveis dos ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luis Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia e 6 contrários de Rosa Weber, Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Dias Toffoli. Com essa decisão impõe uma forte derrota à Lava Jato.

Contudo, todo o processo fruto da imperialista Lava Jato se mantém, o STF, ao mesmo tempo que dá um golpe de misericórdia na operação, se apropria dos espólios e ferramentas do processo de Lula para condicionar seus direitos em meio a sua eminente soltura. É preciso lutar pelo fim de seu processo e pela sua liberdade política, para também anular todos os porcessos e ataques feitos pela operação entreguista e golpista de Moro e Dallaganol.

As previsões de que Dias Toffoli acabaria por ter o voto decisivo se confirmaram. Com este julgamento, Lula, preso arbitrariamente pela Lava Jato, foi o principal motivo da postergação do julgamento.

Após ficar centenas de dias preso injustamente pela operação de Moro e Dallagnol, as chances de Lula sair da cadeia nunca foram tão grandes. Esta decisão acarreta em diversas questões na política nacional e internacional, tanto para o momento como para as eleições de 2020.

Com este julgamento consolidado, o STF, instituição central no golpe institucional e na prisão arbitrária de Lula, se fortalece como fator de tutela sob Bolsonaro e seus exageros reacionários desestabilizadores do regime e o subordina mais ao Congresso, assim como dá um golpe de misericórdia na Lava Jato. Ao mesmo tempo, a corte suprema condiciona limites para a liberdade do petista. O processo fraudulento contra Lula se mantém, agora com o STF possuindo as ferramentas para condicionar a atuação do presidente.

Antes aliados pelo golpe institucional, na prisão de Lula e nas eleição manipulada de Bolsonaro, assim como defensores de ataques como a Reforma da Previdência, diversos atores agora disputam posições de poder e os espólios dos ataques. Sendo assim, o STF e seus aliados, como Rodrigo Maia e parte importante do “centrão” e outros agentes, souberam aproveitar o momento de fragilidade do governo, fruto dos atritos entre lava jatistas, bolsonaristas e conflitos dentro do próprio PSL, para dar este duro golpe nos seus adversários e consolidar a subordinação do governo, mas não só.

Há meses a Lava Jato vem sendo desgastada e suas figuras centrais como Moro e Dallagnol carcomidas pela Vaza Jato. Internacionalmente, setores dos regimes políticos europeus e setores do Partido Democrata dos EUA jogam seus dados para reabilitar Lula, o que poderia enfraquecer Trump, principal comandante de Bolsonaro. Na América Latina, além da derrota de Macri na Argentina, ocorre diversas manifestações grandiosas como no Chile, Equador, Haiti, entre outros países, contra o programa de ajustes contra a população por parte dos governos.

Contudo, um problema ainda se mantém a ser negociado: como avançar na derrota da Lava Jato, subordinar seus métodos para si, sem reabilitar completamente Lula? Esse é um problema que tem tirado o sono de Gilmar Mendes e Rodrigo Maia e seus aliados na cúpula do judiciário de do Congresso, que se preparam para as eleições municipais de 2020. A situação de Lula é um fator chave para conferir maior para as eleições, o que pode ser tanto um problema para os golpistas como também uma medida de emergência para acalmar os ânimos e dar mais legitimidade para um regime carcomido pelo golpe.




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