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BOLÍVIA

Repudiamos a violência paramilitar em Cochabamba, na Bolívia

Enquanto se desenvolvia o diálogo convocado por Áñez, em Cochabamba, o grupo paramilitar denominado Resistência Juvenil Kochala (RJK), se concentrou na zona de Colcapirhua para agredir aos vizinhos mobilizados. Repudiamos e denunciamos a violência destes grupos militares que graças ao cerco midiático buscam atuar com impunidade. Reproduzimos um vídeo de denúncia das e dos vizinhos frente a esta situação.

segunda-feira 10 de agosto| Edição do dia

Desde Cochabamba chegaram à redação do Esquerda Diário Bolívia vídeos e fotos de "vizinhos" (como são conhecidos os moradores mobilizados de uma localidade) que denunciam o amedrontamento e a violência que está sendo cometidos pela RJK contra o povo trabalhador mobilizado.

O acionamento destes grupos militares não está ocorrendo só em Cochabamba, nas redes se difunde também a mobilização que começa a se desenvolver por parte dos paramilitares da União Juvenil Cruceñista (UJC). Em La Paz, ontem à noite, também estas forças de choque a serviço do bloco golpista se dirigiram ao piquete de greve que jovens autoconvocados mantém na Praça Avaroa, nas imediações do Tribunal Superior Eleitoral, para intimidá-los violentamente.

Fonte: vídeo recebido de vizinhos de Cochabamba - Difundido em redes sociais

Frente a essa situação, Javo Ferreira, membro da LOR-CI (organização irã do MRT na Bolívia), ao ser consultado sobre como avalia a situação, afirmou:

"Que a mobilização controlada e limitada ao pedido de eleições no 6 de setembro que havia sido impulsionada pelo MAS e a COB, buscando aliviar o profundo mal estar operário, camponês e popular que há diante do desastroso manejo da crise sócio sanitária e econômica, está se transformando, apesar do MAS e das burocracias sindicais, em uma poderosa manifestação de rechaço ao golpismo. É urgente avançar na autoorganização estabelecendo delegados e delegadas revogáveis e com mandato nos diversos pontos de bloqueio para coordenar a defesa da vida e do direito a manifestação diante da ameaça destes grupos paramilitares que como a noite passada na cidade de La Paz, na Praça Avaroa, ou em Santa Rosa no Oriente do país, ou agora mesmo em Cochabamba, vem semeando violência e terror. Não podemos permitir que os filhos dos trabalhadores e do povo sejam privados não só de saúde e educação mas também que inclusive sejam privados do direito a se manifestar.

Desde a LOR-CI chamam ao Magistério Urbano de La Paz e Cochabamba a romper com o golpismo que vêm implementando desde novembro. É urgente que as e os trabalhadores, mineiros, fabris e todos os assalariados forjem a mais sólida e ampla unidade com o setor camponês, indígena e os demais setores populares mobilizados".




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