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Renúncias no conselho administrativo da Petrobrás tem interesses de Bolsonaro por trás

Depois de ter indicado “amigo particular” a gerente de segurança da Petrobrás, mudanças no conselho e renúncias “voluntárias” também favorecem planos do novo governo.

sexta-feira 11 de janeiro| Edição do dia

Foto: Reuters

Segundo o site Valor, o novo presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, que assumiu a presidência da estatal em 2019 por indicação do ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, busca alterar a composição do conselho de administração da empresa.

Mudanças já foram realizadas na diretoria-executiva, agora o objetivo é abrir caminho para que Bolsonaro possa indicar quatro novos membros no conselho de administração, que pode ter até onze membros.

Dois membros já haviam renunciado ao cargo no dia 2 de janeiro, antes mesmo da troca da presidência da empresa, o então presidente do conselho, Luiz Nelson Carvalho, e Francisco Petros. Castello Branco, agora estaria pressionando a que Segen Estefen e Durval Soledade também renunciem.

Os interesses de Bolsonaro e toda sua corja de reacionários na Petrobrás são muitos. Segundo projeção, a União deverá pagar a estatal por volta de 14 bilhões de dólares.

Junto com o recente caso onde Bolsonaro indicou um “amigo particular a gerência de segurança da empresa, denúncias de crimes e fraudes cometidos pelos seus familiares e ministros, entre vários outros escândalos ainda nas primeiras semanas de governo, fica escancarado que o discurso de “acabou a mamata”, combate à corrupção e um governo mais técnico não passava de demagogia da mais nojenta. Seu objetivo sempre foi atender os interesses da burguesia, custe o que custar, e descarregar a crise nas costas dos trabalhadores e população pobre.




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