NOVA FASE NO GOLPISMO?

Renan elogia presença tucana no governo Temer

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta sexta-feira, 19, que considera fundamental que o governo do presidente golpista, Michel Temer, dê mais espaço para o PSDB na definição de diretrizes e na especificação de políticas públicas da gestão.

sexta-feira 19 de agosto| Edição do dia

Após uma série de críticas de tucanos sobre frouxidão fiscal do governo, Temer jantou na quarta-feira, 17, com lideranças do PSDB para selar o armistício e aumentar a participação da legenda nas decisões . Como conclusão dessa conversa, o líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), vai integrar o núcleo político de importantes decisões a serem tomadas. Será isso um começo de um golpe dentro do golpe com o PSDB assumindo as rédeas do governo, um cavalo de tróia, ou uma tentativa de compor uma base mais sólida para os ataques como questionamos nessa nota?

"(Eu) acho que o PMDB tem muita experiência para não repetir na relação com o PSDB, a relação periférica que teve com o PT no governo anterior", comparou Renan, em entrevista na saída da visita que fez à presidente afastada, Dilma Rousseff, no Palácio do Jaburu a fim de tratar sobre a participação dela na sessão de julgamento do processo de impeachment.

Renan até o impeachment mostrar clara maioria era um fervoroso apoiador de Dilma. Com a rapidez típica dos políticos patronais em Brasília, agora se fez um apoiador não somente de Temer mas do fortalecimento cada dia maior, e sem votos, do PSDB.

O presidente do Senado confirmou que vai participar da reunião convocada por Temer em São Paulo nesta sexta-feira à tarde para conversar sobre as medidas do ajuste fiscal em tramitação no Congresso. Sobre essa participação, Renan disse apenas que, mais do que nunca, o Brasil precisa ter uma agenda econômica suprapartidária que, num momento de crise fiscal, tem de ser priorizada.

O supra-partidarismo em questão é a agenda de ataques à classe trabalhadora. Da reforma da previdência à privatização de estatais. E como Renan bem sabe esta agenda é bastante supra-partidária, parte dela foi iniciada por Dilma. Este motivo pretérito, bem como a vontade presente de oferecer-se não como "incendiador do país" mas como alternativa de conciliação de classes em 2018, que faz o PT aceitar passivamente não somente o golpe institucional como o conjunto de ataques.




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