Política

Relator rejeita denúncia contra Fernando Capez na Máfia da Merenda no mesmo dia que condenam Lula no STF

quinta-feira 5 de abril| Edição do dia

Foto: Rogério Gomes/Brazil Photo Press / Ag. O Globo

Na última quarta-feira (4), o desembargador Sérgio Rui da Fonseca, relator da operação Alba Branca, que investiga a Máfia da Merenda, rejeitou a denúncia da Procuradoria Geral de Justiça contra o deputado Fernando Capez (PSDB), alegando que não havia elemento mínimo para abertura da ação penal contra ele. No mesmo dia, o judiciário golpista votou a negação do Habeas Corpus de Lula, decidindo de forma autoritária em quem o povo pode ou não votar, o que mostra explicitamente a arbitrariedade do judiciário brasileiro, e como ele atua de acordo com os interesses do golpe institucional e de sua continuidade.

Capez é o principal alvo da Operação Alba Branca, e foi denunciado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e, junto com mais oito investigados, de desvio no fornecimento da merenda. Mesmo assim, teve sua denúncia rejeitada. Lula, que estava disparando nas intenções de voto, foi condenado e teve seu Habeas Corpus negado justo no momento pré-eleitoral. O projeto de conciliação de classes do PT passa longe de ser uma alternativa viável para barrar os ataques aprofundados no governo golpista, de ser uma alternativa para os trabalhadores. O autoritarismo e a arbitrariedade do judiciário, por sua vez, são inaceitáveis.

A Operação Alba Branca tornou público o desvio de mais de um milhão de reais da Secretaria da Educação de Sâo Paulo, tirando dinheiro da merenda das escolas para pagar despesas da campanha de 2014 dos tucanos. O colegiado que julgou Capez é formado por 25 desembargadores, e o julgamento foi adiado a partir do pedido de vista do desembargador Márcio Bártoli, e será retomado quando ele levar ao Órgão especial seu voto.

A Máfia da Merenda foi um grande escândalo que escancarou a moral nojenta desses políticos que desviam dinheiro das merendas das crianças, superfaturando com isso, e Fernando Capez é o principal alvo da investigação. O judiciário, no entanto, rejeitou a denúncia a ele, mostrando cada vez mais que de fato o discurso usado na condenação de Lula expressa uma moral rasa, que não existe de fato, pois julgam arbitrariamente e de acordo com interesses de aprofundar medidas do golpe.

Não podemos depositar nenhuma confiança nesse judiciário, que autoritariamente decide com sua moral burguesa quem deve e quem não deve ser condenado, em quem o povo pode ou não pode votar. Por isso, é necessário que a CUT e a CTB chamem manifestações massivas contra as condenações arbitrárias, contra a prisão de Lula!




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