PROFESSORES EM LUTA

Professores da escola Amorim Lima apoiam luta dos municipais: "Não tem arrego!"

Professores estaduais apoiam a luta dos professores municipais e outras categorias de servidores públicos de São Paulo, que lutam contra o SampaPrev, uma reforma da previdência que Doria quer aplicar contra os trabalhadores do serviço públicos de SP.

segunda-feira 26 de março| Edição do dia

Diversas categorias de servidores municipais de São Paulo, dentre elas os professores, estão em greve desde o dia 8 deste mês contra a versão de Dória da reforma da previdência, o SAMPAPREV. Esse projeto tem como objetivo aprovar um novo regime de aposentadoria para os servidores municipais a ser gerido pelo setor privado, aumentando o valor da contribuição de 11% para 14%, podendo chegar até 19% (porcentagem que varia conforme faixa salarial) do salário dos servidores ativos e aposentados. Se somado aos outros 27,5% da faixa do imposto de renda, isso significa que o salário dos servidores passaria a ser reduzido quase pela metade.

Em apoio à luta dos servidores municipais, foi elaborada na EMEF Amorim Lima uma música que mostra qual a moral desses lutadores. "Aqui não tem arrego, vamos tirar o seu sossego, agora é nossa voz" cantam, deixando claro que, mesmo com todas as represálias de Doria (que colocou sua polícia para espancar os servidores em frente à câmara no dia 14) ou suas manobras de adiar a pauta sem retirá-la de vez (visando a desgastar a greve), os servidores continuam firmes e não sairão dessa greve sem uma vitória.

Esses lutadores são exemplo para os trabalhadores de todo país. A derrota de Doria significa muito mais do que barrar esse ataque em São Paulo, significa uma injeção de moral na classe trabalhadora contra os ataques de todos os golpistas, mostrando que é possível vencer. Os sindicatos da esquerda, em especial os ligados à CSP-Conlutas e à Intersindical, assim como os parlamentares do PSOL, precisam colocar todas as suas forças para que essa luta triunfe, e fazer a máxima exigência à CUT e à CTB para que coloque seu aparato material a serviço disso, fortalecendo os comandos de greve e organizando um "Dia D" que pare a cidade.

Veja o vídeo feito pelos professores da EMEF Amorim Lima:




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