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Privilégios | Procuradores ganharam em dezembro mais de 400 mil no Brasil da fome e do desemprego

Enquanto a população mais pobre é lançada às filas do osso e busca de comida em lixões, decisão do procurador-geral Aras permitiu que procuradores recebessem até 446 mil reais nos contracheques individuais de dezembro de 2021.

quarta-feira 19 de janeiro | Edição do dia

Foto: divulgação Senado

O procurador-geral da República, Augusto Aras, tomou decisões no final do ano de 2021 que permitiram o pagamento de um valor "extra" de quase meio milhão a procuradores em dezembro. O maior contracheque chegou a R$ 446 mil, recebido pelo procurador regional Robalinho Cavalcanti, que tem um salário de mais de 35 mil reais por mês, já discrepante quando comparado à média salarial da população empregada no país, que está em cerca de R$ 2,5 mil, segundo dados do IBGE.

Os valores liberador pelas decisões do PGR a seus colegas custaram ao menos R$ 79 milhões aos cofres do Ministério Público da União, segundo dados do Portal da Transparência.

Segundo o Estadão, enquanto apuravam informações para a reportagem, o Sistema de Gestão de Pessoal (GPS-Hórus) da Procuradoria-Geral da República modificou as planilhas, que indicavam o recebimento de R$ 545 mil brutos por parte de Robalinho. A justificativa para as mudanças foi a de que havia inconsistências na base disponível anteriormente.




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