Economia

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Pior marca desde 1996, PIB brasileiro tem a décima queda e economia encolhe 2,9 em 1 ano

Estas informações foram divulgadas nesta quarta feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. De acordo com o site UOL, o Produto Interno Bruto do Brasil teve uma queda de 0,8% no terceiro trimestre em relação ao segundo.Trata-se da maior sequência de resultados negativos em 20 anos, desde 1996, quando começou a atual pesquisa.

quarta-feira 30 de novembro de 2016| Edição do dia

De acordo com o site UOL, o Produto Interno Bruto do Brasil teve uma queda de 0,8% no terceiro trimestre em relação ao segundo. Isto mostra que a economia brasileira está encolhendo, pois piorou a sequência de quedas que já era a maior dos últimos 20 anos. Comparado ao trimestre anterior, o PIB sofreu seu sétimo recuo consecutivos. Trata-se da maior sequência de resultados negativos em 20 anos, desde 1996, quando começou a atual pesquisa.

Estes últimos três meses que se passaram completou um trimestre completo sob o comando de Michel Temer e de sua equipe econômica. O crescimento da crise econômica atrapalha ainda mais a recuperação da economia em 2017. Alguns economistas afirmam que existe o risco de o Brasil passar pelo seu terceiro ano de crise econômica.

No que diz respeito o que foi acumulado em quatro trimestres, o Produto Interno Bruto teve uma queda de 4,4% em relação aos quatros trimestres anteriores. Já no que diz respeito sobre o resultado de janeiro a setembro, o PIB caiu 4% em relação ao mesmo período de 2015. Trata-se da maior queda, desde 1996.

Neste mês, o governo federal prevê uma queda para estimativa para o Produto Interno Bruto neste ano, de -3% para -3,5%. No que diz respeito a 2017, a projeção de crescimento diminui de 1,6% para 1%.

Os analistas de mercado que foram consultados pelo Banco Central prevem queda 3,49% na economia neste ano e crescimento de 0,98% em 2017. De acordo com economista - chefe do Bank of America Merri, Lynch em uma agência de noticias Reuters David Baker, "Crescimento zero no ano que vem é uma possibilidade".
Por sua vez, a previsão do Fundo Monetário Internacional é de que o país fechará este ano com o PIB em queda de - 3,3%. Em relação a 2017, o FMI tem previsão de crescimento de 0,5, estimativa menor do que os 1,3% previsto antes.

Estes números apresentados pelo IBGE, é de um lado, um banho de água fria para todos aqueles que achavam que a economia do Brasil iria melhorar com o golpe institucional. Os ataques e cortes que já foram feitos pelo governo, mas também por via do Judiciário, demonstraram que não vão tirar o país da crise econômica, pelo contrário, a tendência é fazer com que o péssimo cenário econômico se aprofunde cada vez mais.

Do outro lado, estão igualmente errados aqueles que acham que para o Brasil sair da crise econômica, Michel Temer precisa implementar medidas impopulares muito maiores do que ele já vem fazendo. Se com o ajuste que foi implementado até agora, a recessão no país aprofundou, caso estas medidas aprofundar, a tendência é que o cenário econômico piore ainda mais, fazendo com que estas estimativas sejam otimistas.

Mesmo que a economia do país a longo prazo melhore com estas medidas, o próximo crescimento econômico que o país tiver será muito mais frágil do que o ultimo que se passou, pois se dará através da implementação da reforma trabalhista que aprofundará o trabalho precário, com a reforma da previdência que atacará o direito a aposentadoria e com os gastos da saúde e educação congelados.

É preciso fazer com que os grandes empresários e banqueiros paguem pela crise econômica que o país está passando. Para isso é preciso de uma grande mobilização independente dos trabalhadores que seja capaz de barrar os ataques, mas impor a taxação das grandes fortunas, uma lei contra as demissões, diminuição da jornada de trabalho sem diminuir o salário para que todos trabalhem, aumento do salário de acordo com aumento da inflação e expropriação sob controle dos trabalhadores de todas as fabricas que forem demitir.

Para implementar estas medidas, somente com uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana imposta pela luta dos trabalhadores e demais setores populares da sociedade que seja capaz de atacar os grandes capitalistas, ao mesmo tempo que questione este regime podre e corrupto.




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