Mundo Operário

GREVE DOS PETROLEIROS

Petroleiros em greve na Regap apoiam a greve na educação de Minas Gerais

No 14° dia da greve nacional, trabalhadores petroleiros da Refinaria Gabriel Passos, em Betim, prestaram seu apoio aos trabalhadores da educação da rede estadual de Minas Gerais, que completam hoje o quarto dia da greve contra os ajustes de Zema no estado. A ação foi uma proposta da Juventude Faísca, que vem se colocando lado a lado das greves dos trabalhadores petroleiros, da educação e da sáude (Fhemig) em Minas Gerais.

sexta-feira 14 de fevereiro| Edição do dia

Os petroleiros fazem a primeira greve nacional da classe trabalhadora no governo Bolsonaro, uma importante luta de solidariedade de classe unificando trabalhadores efetivos e terceirizados nas refinarias e plataformas. Uma greve contra a política privatista e entreguista do governo, que vem se enfrentando com a repressão do judiciário golpista, com a medida anti greve de Ives Gandra e acatada pelo golpista Dias Toffoli.

Em Minas Gerais, as trabalhadoras da saúde da Fehmig seguem com uma greve valente em defesa de seus direitos. E agora Zema tem que lidar com a greve das e dos trabalhadores da educação, que começou no dia 11/02, tornando-se a primeira greve de impacto estadual no governo Zema, contra as políticas privatistas deste governo que visa congelar salários com seu regime de recuperação fiscal e precarizar ainda mais a saúde e a educação, com fechamento de turmas nas escolas, o não pagamento do piso constitucional exigido por lei, entre outros ataques.

Por isso, a greve dos professores, ao não terem suas justas demandas atendidas pelo governo, se depara com os planos de ajuste do Zema, que pede “sacrifício” dos professores enquanto mantêm os altos salários dos juízes, os privilégios dos políticos e a isenção bilionária dos empresários, que soma um valor mais alto que o preço que esse governo privatista visa vender a Codemig.

Os petroleiros, com apoio da juventude e da população e solidariedade de classe entre os trabalhadores, podem impor uma derrota ao projeto de Bolsonaro e Guedes de demissões, privatização e entrega das riquezas nacionais ao imperialismo, e fortalecer toda a classe trabalhadora.

Em Minas Gerais, as organizações da esquerda e os sindicatos e entidades estudantis dirigidos por essas forças, podem batalhar para que as centrais sindicais e as grandes entidades estudantis organizem ações desde a base, envolvendo o conjunto de trabalhadores das mais diversas categorias, junto com a juventude, com ações massivas para fortalecer a greve petroleira e cobrir de solidariedade a greve na educação.

Uma medida factível seria o adiantando do calendário de greve e paralisação de demais categorias, com ações unificadas e construídas pela base e não apenas pelas cúpulas das centrais sindicais e dos sindicatos.

Uma vitória dos petroleiros contra os planos privatistas de Bolsonaro e uma vitória dos trabalhadores da educação de Minas Gerais contra Zema certamente imporia uma nova correlação de forças contra esses governos de direita e de extrema direita em nosso país.




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