Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Petrobras segue exemplo do BB e irá demitir trabalhadores que escolherem se aposentar

A medida irá atacar trabalhadores que optam por se aposentarem e seguir trabalhando por necessidades materiais, como parte de um projeto de sucateamento das estatais brasileiras, que estão na mira da privatização.

quarta-feira 22 de janeiro| Edição do dia

A Petrobras afirmou nesta terça-feira (21) que os empregados celetistas que escolherem por se aposentar, após a Reforma da Previdência, serão imediatamente demitidos. Há duas semanas, o Banco do Brasil anunciou a mesma decisão com relação aos seus funcionários.

A medida ataca a massa de trabalhadores que, após anos trabalhados, consegue se aposentar e, ainda assim, precisam continuar trabalhando para complementarem suas rendas; precarizando, ainda mais, a qualidade de vida do aposentado brasileiro, escancarando que, neste governo, o funcionalismo público está na mira, sendo duramente atacado.

A Reforma administrativa, por exemplo, expressa que as novas contratações dos servidores públicos deverão ser feitas por via de um contrato por tempo indeterminado. Mais uma medida que demonstra a perseguição política de Bolsonaro contra os servidores, pois facilita as demissões.

O Sindipetro - SP (Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo), ligado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), disse que “vai se informar a respeito”.

Aponta, também, para o grande anseio desse governo: uma política de precarização das estatais para então vende-las ao imperialismo e privatiza-las; o que vem acontecendo com a Petrobras.

É necessário que a CUT rompa com a paralisia e defenda a classe trabalhadora que sustenta o país e contra a Reforma da Previdência que quer obrigar os trabalhadores a trabalharem até morrer. Defendemos que, se falta verba para as políticas públicas como afirmam os governos, que se pare de pagar a dívida pública, um roubo de trilhões anuais por parte dos grandes banqueiros.




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