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ABSURDO

Petrobrás corta salários e direitos de milhares de petroleiros e persegue grevistas

Em meio a pandemia, sem garantir mínimas condições sanitárias a petroleiros próprios e terceirizados, condições elementares como álcool gel, máscaras N95 e testagem massiva a empresa aproveita a atomização oriunda da pandemia e ataca todos petroleiros cortando salários e direitos e promovendo demissões de grevistas.

quarta-feira 1º de abril| Edição do dia

Em uma afronta a todos petroleiros, a Petrobras anunciou hoje que irá promover cortes de jornada e salário para 21mil petroleiros. Essa medida amplia ataques já em curso como suspensão de pagamentos de horas-extras, mesmo quando um operador é obrigado a ficar em plataforma, ou dobrar numa refinaria ou terminal para cobrir um trabalhador afastado por suspeita de COVID-19. Esses ataques foram precedidos por dezenas de demissões, suspensões e advertências a grevistas de norte a sul do país.

A Petrobras aproveita a atomização dos trabalhadores, com uma quantidade grande de todo pessoal não-operacional em home office, e o temor de cada trabalhador que ainda está trabalhando em locais operacionais, sem testes, sem condições sanitárias adequadas, para acelerar seu ataque a categoria, e tentar, tal como uma Shell, promover cortes bilionários na força de trabalho e garantir o lucro de acionistas.

Enquanto isso, escandalosamente, como até a Folha de São Paulo noticiou, a empresa aumentou a remuneração de seus diretores, escolhidos políticos de Bolsonaro e dos militares! No segundo escalão, nas gerências, a empresa vai deixar de pagar por um período suas gratifcações, mas promete devolver esse corte, para os trabalhadores terceirizados ela promete demissões, aos efetivos ela promete cortes, sem nenhuma reposição.

É urgente que os petroleiros se organizem, nas condições possíveis da crise sanitária, em cada local de trabalho em operação, para exigir EPIs e testes massivos a todos sintomáticos, todos em contato com sintomáticos e todos que seguem trabalhando no país, bem como derrotar esses cortes de salários e direitos e demissões que estão desenhadas para amedrontar a categoria e abrir caminho a privatizações. É preciso que comissões de higiene e de outro tipo que já surgiram em algumas unidades debatem essa situação como um todo, se coordenem com outras, para que nacionalmente exista uma coordenação e uma resposta contundente aos ataques à vida e aos empregos e direitos, unificando toda a categoria dividida em centenas de unidades, dezenas de sindicatos e duas federações sindicais.

Para se aprofundar nessa proposta leia: "Petrobras expõe trabalhadores ao Coronavírus e persegue grevistas: como se organizar para responder




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