Gênero e sexualidade

PARADA LGBT

Parada do Orgulho LGBT reune 3 milhões em memória dos 50 anos de Stonewall

segunda-feira 24 de junho| Edição do dia

Na tarde de ontem (domingo 23), aconteceu a 23ª Parada do orgulho LGBT em São Paulo. O tema deste ano foi marcado pelos 50 anos de Stonewall, marco da luta LGBT em 1969 e que até hoje é marcado em SP pelo dia da Parada LGBT. StoneWall foi uma revolta que durou três dias de combate contra as forças repressivas do Estado e suas leis discriminatórias que obrigavam o uso de pelo menos 3 peças de roupas de acordo com o gênero imposto pela genitália ao nascer e a proibição de venda de bebidas alcoólicas para a comunidade LGBT. Um levante liderado por travestis, pessoas LGBT’s que constantemente viviam assediadas e reprimidas que ergueram suas cabeças e punhos e enfrentaram uma realidade até então inquestionável.

A primeira parada desde a eleição de Jair Bolsonaro e seu projeto homofóbico, racista e machista, contou com cerca de 3 milhões de pessoas. Se por um lado os 50 anos que nos separam das barricadas de StoneWall revelam avanços importantes, ainda que muito relativos, entorno do combate à discriminação e marginalidade da comunidade LGBT (baseado essencialmente na igualdade formal e no "mercado rosa"), por outro lado parecemos reviver o ódio sem fim contra as sexualidades não heterossexuais e as identidades não cisgêneras nas figuras reacionárias de Donald Trump e Bolsonaro, e uma triste realidade de trans-feminicídios, mutilações, e desejos negados.

Nós do Esquerda Diário e do MRT também estivemos lá, e deixamos nosso recado. Veja abaixo o vídeo com Virgínia Guitzel:




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