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RIO GRANDE DO SUL

Pacote de ataques de Sartori começa a ser votado; servidores protestam

Com a Assembleia Legislativa cercada e com protestos de servidores na Praça da Matriz, o pacote de ataques e privatizações de Sartori começa a ser votado nesta segunda (19).

segunda-feira 19 de dezembro de 2016| Edição do dia

Sindicatos do serviço público montaram acampamento na Praça da Matriz, entre a Assembleia Legislativa e o Palácio Piratini, desde que José Ivo Sartori anunciou seu pacote de ataques aos servidores e privatizações de diversas empresas públicas e fundações do Rio Grande do Sul. No dia de hoje as grades de contenção colocadas pela Brigada Militar para barrar os protestos dos servidores foram deslocadas, distanciando ainda mais os trabalhadores da Assembleia Legislativa para garantir a aprovação do pacotão de Sartori.

Os protestos diários também contam com a participação de servidores de diversas categorias, como da Fundação Piratini (TVE e FM Cultura), da Fundação Zoobotância do Rio Grande do Sul, Sulgás, CEEE, Fundação de Economia e Estatística, além de trabalhadores da educação e outros.

O governo restringirá o acesso a apenas 80 pessoas que se opõe às medidas. Além da Brigada Militar, todo o efetivo de seguranças da Assembleia Legislativa está mobilizado para garantir os ataques.

Além da extinção de nove fundações, que gerarão a demissão de cerca de 1.200 trabalhadores, o pacotão de Sartori prevê extinção de secretarias e privatização das empresas de energia Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia de Mineração (CRM) e Sulgás.

Os ataques contra os trabalhadores do serviço público também não ficam de fora do pacote. O governo pretende revogar o dispositivo legal que coloca o último dia do mês como teto de pagamento da folha, institucionalizando o parcelamento de salários até o 20º dia útil de cada mês, a depender da faixa salarial.

O governo ainda propõe acabar com a obrigação de pagar o 13º até o dia 20 de dezembro, aumentar a contribuição previdenciária paga pelos servidores de 13,25% para 14%, entre outras medidas. Com o pacotão, Sartori visa garantir que os trabalhadores paguem pela crise.




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