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PSTU reafirma seu golpismo: Vera Lúcia defende Lula preso para a Globo

Em entrevista à CBN, Vera Lúcia, candidata a presidente pelo PSTU, voltou a defender a prisão de Lula e expressar toda sua confiança na justiça burguesa e seu “combate” à corrupção junto ao imperialismo.

quarta-feira 12 de setembro| Edição do dia

Nesta quarta, dia 11, em que o autoritarismo judiciário consuma a exclusão de Lula destas eleições manipuladas, o PSTU com Vera Lúcia voltou a prestar seus serviços ao golpismo em entrevista à CBN defendendo a prisão de Lula, reafirmando seu papel de esquerda golpista.

Buscando apoio da “esquerda” para a ofensiva autoritária do judiciário, Gerson Camarotti da Globo perguntou se Vera Lúcia apoiava a prisão em segunda instância. Vera então foi mais “radical” no seu apoio à casta judiciária de privilegiados que quer mandar no país junto aos militares: “Nós achamos que ao ser condenado deve ser preso, não tem problema nenhum”. Na mesma entrevista, Vera Lúcia disse que a Operação Lava Jato e “essas operações como um todo” são “extremamente importantes”.

Ao contrário do que as massas brasileiras vão cada vez mais percebendo, que a “justiça” não visa combater a corrupção, mas manipular as eleições, escolher a dedo quem governa o país, o PSTU chama o povo a “confiar nas instituições” e seu “combate à corrupção”.

Vera Lúcia fez uma “dobradinha” perfeita com Gerson Camarotti e a equipe da Globo que não se incomodaram em nada com suas propostas “verborrágicas”, que vêm para encobrir que para eles o sujeito da “rebelião” podem ser os verde-amarelo e ter uma “ajudinha” do imperialismo, Sergio Moro e cia.

Não é novidade que o PSTU é golpista, pois apoiou o golpe institucional que tirou Dilma Rousseff do governo com o impeachment. Foi grande entusiasta da Lava Jato e das manifestações verde-amarelas, sempre ecoando seu “Fora Dilma” e “Fora Lula”, junto com o que existe de mais reacionário da direita e de braços dados com o imperialismo.

Chegaram a receber reconhecimento pelos serviços prestados por parte dos “manifestantes” que acampavam na FIESP, aquela dos patos, que colaram os cartazes do PSTU no seu “QG”.

O “maravilhoso mundo do PSTU” não é diferente daquele da Globo e da FIESP. Para eles não houve nenhuma arbitrariedade do judiciário contra Lula, eles pedem mais. Para o PSTU, o golpe institucional é como uma “rasteira”: “esse tipo de rasteira, que eles estão chamando de ’golpe’ faz parte da natureza da democracia dos ricos.”

São conhecidas pelo público leitor do Esquerda Diário nossas numerosas críticas ao PT. Lula governou para a burguesia e se eleito mais uma vez governaria, assim como Haddad o fará se for eleito, mas não é o judiciário e os militares golpistas que vão resolver um problema que só a classe trabalhadora pode resolver.

Mas nossas diferenças com o PT não nos fazem perder algo elementar na política que o PSTU já não se importa: saber diferenciar o que é de esquerda e o que é de direita.

No mundo sindical também o PSTU tem essa tradição, de não se importar de fazer acordos com a Força Sindical em eleições.


Zé Maria do PSTU, e Paulinho da Força

Agora ele faz com a base bolsonarista, como se mostrou no recente absurdo de compor chapa sindical com um apoiador aberto do Bolsonaro e no apoio ao movimento reacionário dos caminhoneiros.

Essas posições do PSTU são o suficiente para ninguém se enganar com fraseologias de esquerda no seu programa. Pois não adianta falar do não pagamento da dívida pública, por exemplo, de braços dados com o imperialismo e a Lava Jato.




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