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"Os apps ficam ricos e nós cada vez mais pobres" diz entregador no Breque dos apps em RJ

Reunidos em manifestação no Rio de Janeiro, como parte da paralisação internacional dos entregadores de aplicativos, trabalhadores relatam ao Esquerda Diário os absurdos impostos pelas empresas e a sua luta por direitos.

quarta-feira 1º de julho| Edição do dia

Nesse dia 1 manifestações estão ocorrendo em todo o Brasil e em países da América Latina como Argentina e Costa Rica, México, entre outros. O Esquerda Diário acompanha as manifestações, e, no Rio de Janeiro, conversou com os entregadores.

Um dos trabalhadores declarou que a pandemia serviu de pretexto para que as empresas atacassem drasticamente a remuneração e as condições de trabalho: “Vivemos uma pandemia onde o descaso conosco é imenso", afirmou ele, afirmando também que "Quando veio a pandemia, tiraram 30, 40% do valor da gente".

Sabemos que os pedidos dispararam em meio à pandemia, e, por isso, como afirmou o entregador entrevistado, “Os apps ficam ricos e nós cada vez mais pobres". O salto no desemprego fez com que muitos procurassem os aplicativos como uma forma rápida de conseguir trabalho, e as empresas baixaram todas as remunerações: "Apps estão abusando da gente", disse ele, e escancarou que para os aplicativos, os entregadores não são mais do que números, ignorando que esses trabalhadores colocam todos os dias suas vidas em risco. "Os apps precisam ver a gente como ser humano", disse o trabalhador entrevistado.

Acompanhe a transmissão da manifestação no Rio:

Assim, frente aos abusos dessas milionárias empresas, hoje os entregadores de diversos países disseram um basta e saíram às ruas, paralisando os serviços. Pedem pelo estabelecimento de valores mínimos por corrida, pelo aumento da remuneração por trecho, contra os bloqueios e suspensões arbitrários, seguro contra roubo, acidente e de vida, fim do sistema de pontuação e auxílio pandemia com EPIs e licenças.

Todo apoio à luta dos entregadores!




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