Política

FURNAS

Operação ligada à Lava Jato aponta envolvimento de Cunha em corrupção de Furnas

Policiais civis cumprem hoje (8) 33 mandados de busca e apreensão para investigar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na empresa de energia Furnas, subsidiária da estatal Eletrobras. A operação, chamada de Barão Gatuno, tem como base a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, durante as investigações da Operação Lava Jato.

Leticia Parks

São Paulo

quinta-feira 8 de junho| Edição do dia

O operação investiga o superfaturamento que pode ter lesado os cofres de Furnas em cerca de R$ 80 milhões e mira Eduardo Cunha que, de acordo com a delação que o colocou na cadeia em Curitiba e com o inquérito aberto pelo STF, seria líder de uma grande organização criminosa que atuou dentro da empresa. As ações teriam traçados esquemas ilícitos entre Furnas, Petrobrás e a Câmara de Deputados. A suspeita é de que Cunha tenha incluído uma emenda em Medida Provisória que tramitava no Congresso por encomenda, em 2007. A acusação é de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, ou seja, de manipulação de acordos que favoreceriam algumas empresas privadas na relação com o Estado, mais um forma de garantir que os capitalistas continuem ganhando apesar da crise.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça estadual do Rio e estão sendo cumpridos pela Delegacia Fazendária, responsável pela investigação do esquema, com o apoio de 15 delegacias e da Coordenadoria de Combate à Corrupção do Laboratório de Tecnologia e Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do Rio. Também apoia a operação a Polícia Civil de São Paulo, já que alguns mandados estão sendo cumpridos no estado.

Além desses crimes apontados contra Cunha e os que fizeram com que fosse preso em 2016, o ex-deputado tem uma coleção de declarações e projetos com todos os tipos de violências contra negros, mulheres e especialmente LGBTs. Seu modo de política corrupto é a expressão mais concreta dessa ideologia que não é nada mais nada menos que o desenvolvimento em discurso do modo de organização capitalista, onde através da superexploração de negros e mulheres, da negativa à liberdade sexual, e de um Estado que é ao máximo sugado para manter o mínimo de retorno para os trabalhadores de tudo o que pagam de impostos, o capitalismo lucra mais e mantém sua dominação não apenas material como ideológica.

Caminhamos rumo a uma greve geral no dia 30 de junho que tem como responsabilidade se enfrentar com essa organização do Estado capitalista, batalhando por uma Constituinte livre e soberana que consiga abolir o enriquecimento dos políticos, fazendo com que ganhem igual a uma professora, implementando mandatos revogáveis para todos os cargos políticos e criando leis que ajudem a promover ações trabalhistas, educativas e sociais de igualdade racial, de emancipação das mulheres e de liberdade de gênero e sexual.




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