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METRO DE SP

O transtorno no transporte foi culpa da intransigência do governo e do Metrô de SP

O governador João Doria que se mostrava extremamente intransigente diante das necessidades dos trabalhadores do transporte do metrô de São Paulo, teve que recuar, diante da força da mobilização do trabalhadores que haviam votado greve por tempo indeterminado.

terça-feira 28 de julho| Edição do dia

Por volta da meia noite o governo recuou em parte dos ataques direcionados a esse setor, que incluíam 28 pontos de ataque ao acordo coletivo, inclusive ao plano de saúde, e também redução dos salários desses que estão trabalhando todos os dias na pandemia. O recuo do governo, mostra a enorme força que os trabalhadores organizados têm, sendo metroviários ou não o enorme apoio a luta dos metroviário acuou o governo.

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O acordo fechado e que levou ao fim da greve que nem havia começado, mantem o corte de direitos por 6 meses com a promessa de após esse período repor a totalidade desses direitos. Um absurdo diante dos super salários que alguns funcionário do “alto escalão” com rendimentos acima do teto do governador, que consomem 15% da folha de pagamento da empresa, o equivalente a 4.000 trabalhadores (metade de todos os funcionários do Metrô) recebendo o piso salarial de um agente de estação. Enquanto isso o governo em acordo com o sindicato mantem os ataques mesmo que de forma mais amena a esses trabalhadores essenciais.

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Diante do recuo do governo do estado o sindicato dos metroviários realizou uma assembleia virtual meia noite e quinze e em uma reunião de uma hora votaram a suspensão da greve em acordo com o governo, diante da suspensão de alguns dos ataques planejados.

Nesta manhã as estações abriram mais tarde que o de costume por conta da organização da greve que já estava suspensa, ainda assim os funcionário do período da noite que não haviam ido trabalhar por conta da greve não puderam abrir as estações nos horário habitual.

Por conta disso diversas mídias incluindo a Rede Globo e a Band, atacaram a mobilização dos trabalhadores do metrô e abriram espaço para Alexandre Baldy, secretário de transportes de SP que soltou a pérola: "Qualquer greve nesse momento é desumana"

O secretário em consonância com Doria considera desumana a luta dos trabalhadores por seus direitos mas em contraponto, não considera desumano cortar salários no meio da crise, não considera desumano a reabertura irresponsável do comércio que expõe os trabalhadores as aglomerações do transporte, que são causadas pela falta de infra estrutura e pela precarização do trabalho e não pela greve. Não considera desumano que em meio a mais de 20 mil mortos no estado de São Paulo, planeje-se a reabertura das escolas, que os profissionais da saúde ainda sofram com a falta de EPIs, que o auxilio do governo para milhares de famílias que diante da crise dependem desse dinheiro, precisem enfrentar filas enormes para ter acesso ao dinheiro.

É muita demagogia querer colocar nas costas dos trabalhadores do metrô a culpa pela aglomeração desse manhã nas estações, como fez as mídias antes mencionadas em seus programas matinais, enquanto o governo do estado planejava precarizar ainda mais a vida desses trabalhadores sem questionar os super salários do “alto escalão” e os seus próprios inclusive. Enquanto tem trabalhadores dormindo na estação por que não tem dinheiro pra ir trabalhar no dia seguinte, seguem andando em seus jatinhos.

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