MRT

EDIÇÃO IMPRESSA

Nova fase do Esquerda Diário: alcançar milhões na Internet, organizar centenas de correspondentes

Centenas de milhares tomaram as ruas contra o golpe. O PT, seguindo a orientação de Lula de “não incendiar” o país, buscou conter e isolar esta luta em prol de negociações de bastidores. A greve geral nunca vem e nunca é preparada de fato. Temer e Meirelles agradecem. Os EUA e todas empresas sedentas por privatizações agradecem. O PT, a CUT e a UNE reeditam de forma caricata a impotência frente ao golpe. Aqui e ali aparecem lutas dos trabalhadores com suas greves, e da juventude que ocupa escolas, mulheres saem às ruas por seus direitos. Essas lutas não ganham notícia nos grandes jornais.

Leandro Lanfredi

São Paulo | @leandrolanfrdi

terça-feira 19 de julho de 2016| Edição do dia

Uma luta nem acaba sabendo de outra, dificultando a busca de solidariedade, coordenação, pontos de apoio, lições comuns. Na mídia petista cada coisa que contradiz a orientação “negociadora” de Lula também é ocultada. O Esquerda Diário batalhou em seus 15 meses de existência para dar voz a essas lutas e seus lutadores. Para tirar lições dos conflitos. Para dar opiniões sobre cada fato político.

A crise do PT, a crise econômica e a crise política abrem espaço para novas ideias. Serão elas o falso messianismo anticorrupção e pró-imperialista da Lava Jato de Moro, Dallagnol e companhia? Será o reacionarismo franco de Bolsonaro? Será o velho e pisado neoliberalismo vestido de verde e cidadão com dinheiro do Itaú e Natura de Marina Silva e sua Rede? Será uma linha auxiliar do PT como quer uma parcela do PSOL? Uma linha auxiliar de Moro como quer outra? Ou pode ser uma abertura para ideias anticapitalistas?

Apostamos e dedicamos nossa energia para isso. Queremos influenciar dando opiniões de esquerda, anticapitalistas sobre cada fato político internacional, nacional e local que pudermos. Queremos não somente dar nossas opiniões mas expressar as lutas dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos negros, dos LGBTs, e como em suas lutas avançam a posições classistas contra as patronais, como avançam em sua luta contra os golpistas por fora da conciliação petista, como denunciam este Estado capitalista construído em cima do patriarcado e do racismo. Realizar esta fusão entre ser um diário das lutas, dos trabalhadores e jovens de esquerda e as ideias da esquerda anticapitalista frente à crise nos país.

É com este norte, e partindo do que conquistamos, que queremos lançar uma nova fase do Esquerda Diário digital para que chegue a milhões, tenha centenas de correspondentes em todo o país e produza mais e mais opiniões sobre os fatos políticos.

Tivemos grandes conquistas. Semanalmente alcançamos mais de um milhão de pessoas no Facebook, mensalmente centenas de milhares de trabalhadores e jovens tomam o diário digital como uma fonte para opinião e posicionamento político em meio à crise econômica e política que vivemos. Batalhamos dia-a-dia sem um centavo patronal e de governos, mas com nosso esforço militante, denunciamos a arbitrariedade do poder judiciário, lutamos contra o golpe institucional desde uma posição independente do PT que não quis resistir ao golpe. Diariamente trazemos notícias de lutas dos trabalhadores e da juventude e começamos a estender nossa cobertura e opinião nacionalmente, abordando cada vez mais temas, incluindo elaborações sobre arte, cultura de massa e até mesmo esporte, aumentando o número de notas todos os dias (mais de 25), e aumentando o período em que carregamos elas no site, deixando de ser um diário somente “noturno”.

A situação política permite que se desenvolva ideias anticapitalistas e a sua vez exige que as lutas e as opiniões dos trabalhadores e da juventude encontrem voz.
Chegar a milhões na Internet. Organizar centenas de correspondentes e assim ter milhares debatendo, opinando, escrevendo em diversos locais de trabalho e estudo: este é o novo desafio do Esquerda Diário. Organizar a voz daqueles que tiram lições da década petista e sua não resistência ao golpe, organizar e dar voz as novas gerações que ocupam suas escolas e desde a luta “para poder usar shortinho” e cotas nas universidades não querem deixar pedra sobre pedra do opressivo capitalismo em nosso país.

Em poucos meses o país estará atravessado pelas eleições municipais. Esta abertura a nova ideias, à esquerda e à direita, será posta à prova também nesse terreno. Levaremos nossa voz anticapitalista também à este terreno. Não nos contentamos com as migalhas que os patrões deixam cair de suas mesas. Usamos cada espaço que a realidade permitir para dar voz às lutas e erguer uma visão anticapitalista. Por isso teremos candidaturas a vereadores. Por isso tentamos usar as novas tecnologias digitais para organizar, difundir, opinar. Tomar medidas para termos um leninismo de acordo a nossos tempos.

Não avançaremos em formar uma geração de anticapitalistas sem lhe dar voz e sem ter uma forte voz digital, impressa, nos locais de trabalho e estudo, desta visão que temos deste mundo de miséria e opressão e como enfrenta-lo.

Seja um correspondente do Esquerda Diário, escreva sua opinião, suas denúncias, conte sua luta, comente sobre as opiniões que emitimos, difunda o Esquerda Diário. Seja você também parte de fortalecer uma voz anticapitalista.




Tópicos relacionados

Esquerda Diário   /    MRT   /    Partido   /    Política

Comentários

Comentar