Política

A PRECARIZAÇÃO DO HU

No Conselho Universitário da USP trabalhadores denunciam a situação precária dos Hospitais Universitários (HU e HRAC)

terça-feira 18 de dezembro de 2018| Edição do dia

Desde 2014, no início da gestão do Prof. Dr. Marco Antonio Zago, a situação dos Hospitais Universitários e Centros Saúde-Escola da Universidade de São Paulo tem sido calamitosa. A desvinculação do Hospital de Reabilitação de Anomalias Cranio-Faciais (HRAC) de Bauru, o Centrinho, deixou a cada ano milhares de crianças que nascem com irregularidades buco-maxilares desassistidas de atendimento à saúde e à qualidade de vida.

A precarização do Hospital Universitário tem acarretado uma sobrecarga de trabalho para os funcionários. O referenciamento impediu a população da região do Butantã de ser atendida e aumentou a complexidade dos pacientes que são encaminhados ao HU pelo CROSS (Centro de Regulação de Ofertas dos Serviços de Saúde), e consequentemente o trabalho da equipe médica, de enfermagem e laboratorial.

As alternativas da Reitoria à sobrecarga de trabalho dos funcionários têm sido a terceirização e a triangulação de verba pública com entidades privadas conhecidas como OSS’s (Organizações Sociais), como a Fundação Faculdade de Medicina. Ou seja, para reduzir a sobrecarga de trabalho criada por uma política da própria Reitoria ao incentivar a demissão de mais de quatrocentos funcionários do HU, o que esta sendo proposto é repassar uma verba pública do Estado para a Fundação Faculdade de Medicina (empresa administrada pelos próprios professores da Faculdade de Medicina da USP, corresponsáveis pela atual situação do HU), e através da Fundação contratar trabalhadores terceirizados com salário e direitos reduzidos para dividir essa sobrecarga.

Em relação ao atendimento à população, o que a Reitoria propõe é que a população exija da Prefeitura e do Estado a construção de equipamentos de saúde, porque se depender da vontade política da atual gestão, o HU, mesmo com a contratação de trabalhadores precários, continuará referenciado.

No HRAC a situação é parecida. Conforme denunciou a representante dos trabalhadores no CO, Neli Wada, a desvinculação do HRAC serviu para troca de favores e interesses politico-partidarios de setores da cúpula da Universidade com o governo do Estado, do PSDB.

Reproduzimos abaixo as falas dos representantes dos trabalhadores eleitos para o Conselho Universitário da USP: Adriano Favarin, Neli Wada e Luis Ribeiro.




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