Educação

LUTA SECUNDARISTA PARÁ

Milhares saem às ruas no Pará contra os ataques à educação!

Nas escolas do Pará a situação já é difícil, infraestrutura danificada com goteiras, quadras de esporte danificadas, professores com salários defasados, e precarização do trabalho em vários níveis. Para piorar, o governo quer aprovar o projeto de um novo sistema que deve modificar a matriz curricular de ensino, reduzindo a carga horária de aulas em cerca de 840 horas do Ensino Médio. Em vez de 7 aulas diárias, como é hoje, seriam 6 aulas de 45 minutos cada. As manifestações estão também contrárias à tentativa de terceirização do ensino através de uma série de projetos do governo neste sentido.

quinta-feira 14 de abril de 2016| Edição do dia

O governador do estado Simão Janete (PSDB) emitiu no mês passado um decreto que prevê o corte de 80 milhões com despesas administrativas. De acordo com este decreto, em 2016 estão proibidas as contratações de novos servidores temporários, ou a criação de novos empregos, também não poderão ser implementados planos de carreira nem remunerações e gratificações aos servidores do estado. Aqueles profissionais que aguardam chamado de concurso não seriam efetivados, gerando consequente sobrecarga de trabalho por falta de pessoal.
É mediante a esta cenário que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará deliberou em Assembleia da categoria a paralisação das aulas e manifestações nos dias 14 e 15 de Abril no município de Santarém. A manifestação de hoje ocorreu em diversas cidades do Pará, como em Belém, e só em Santarém houve cerca de 2 mil pessoas.
A redução das horas na matriz curricular no Pará é um claro golpe à educação que tem como objetivo cortar gastos, às custas da precarização do ensino. O argumento da crise dado pelo governo do Estado do PSDB é o mesmo que tem justificado o corte nas verbas da educação pelo governo federal, o atraso de salário e demissão de trabalhadores nas indústrias, e os ataques aos trabalhadores em todos os lados. Os estudantes e professores do Pará, assim como no Rio de Janeiro, de São Paulo, e de diversos outros Estados, estão se mobilizando para impedir que os governos representantes da classe dominante despejem a crise nas costas da classe trabalhadora, e para exigir que os capitalistas paguem pela crise.




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