Metroviários decidem participação no dia 25/11

Em assembleia realizada nessa quinta feira (24/11) os metroviários decidiram participar do dia nacional de mobilização, convocado pelas centrais sindicais nesse dia 25/11

Felipe Guarnieri

Operador de trem da L1 azul do Metro de SP

quinta-feira 24 de novembro| Edição do dia

Durante toda a semana foram realizada setoriais na base da categoria, onde muitos trabalhadores expressaram indignação contra os ataques do Governo Temer, como a atual PEC 55 que tramita no Congresso e prevê cortes drásticos no orçamento principalmente nas áreas da saúde e educação, além das reformas trabalhistas e previdenciárias, ajustes promovidos para quês os trabalhadores paguem a conta da crise.

Entretanto, a participação dos metroviários não será através de paralisação, foi aprovado a utilização de coletes nas áreas e uma carta aberta a população explicando os ataques do governo.

Felipe Guarnieri, operador de trem da Linha 1, interviu na assembleia sobre isso: "a primeira coisa a ser dita é que a categoria não rejeitou a necessidade de se mobilizar para uma pauta que não diz respeito a ela, mas sim ao conjunto da população. Se mais uma vez os metroviários não tem condições concretas de paralisar suas funções contra os ataques, isso se deve principalmente pela desconfiança em relação às principais centrais sindicais, a divisão que existe onde por um lado CUT/ CTB nada fizeram desde o golpe institucional para mobilizar os trabalhadores, e por outro Força Sindical/UGT/CGTB que apesar de concarem o dia sentam na mesma mesa de Temer para negociar os ataques."

Foi aplaudido na fala de Guarnieri quando lembrou da luta da juventude em todo o país: "nós temos que reconhecer e apoiar que hoje a luta do funcionalismo público e da juventude, que ocupa escolas e universidades no Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Porto Alegre, é o principal contraponto nacional ao governo Temer. Infelizmente a convocação do dia 25/11 seu deu por fora desses principais processos de luta.

A ala composta pela CTB/ CUT da Diretoria do Sindicato, tentou se isentar da responsabilidade que tem para além da categoria, sempre se apoiando nas dificuldades, porém sem explicar porque nas outras categorias que possuem peso histórico de direção não haverá paralisações. Por outro lado, a CSP Conlutas e Unidos pra Lutar, falam muito da necessidade da greve geral, porém sem colocar nenhum denúncia ao papel que cumpre a burocracia sindical.

No final da sua fala Guarnieri Ainda comentou: "não adianta exigir a greve geral sem denunciar e desmascarar para a base de milhares de trabalhadores dessas centrais do papel que cumpre essas direções. Tem que se impor pela base as paralisações, pressionando as centrais sindicais e no curso dessa mobilização dar uma resposta de fundo a crise política no país, convocando uma assembleia constituinte livre e soberana, para colocar os trabalhadores como sujeito do processo, acabando com os privilégios dos políticos."

Até o fechamento dessa edição outras categorias de transporte no Brasil estavam discutindo paralisação para o dia 25/11, metroviários do RS haviam votado paralisação, e em PE os trabalhadores também estavam reunidos discutindo a possibilidades. Durante o dia amanhã o Esquerda Diário fará cobertura dos atos, manifestações e protestos.




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