Mundo Operário

SINDICATOS CONVOCAM DIA DE LUTA

Metalúrgicos preparam paralisação nacional no dia 29 por direitos trabalhistas

quinta-feira 8 de setembro| Edição do dia

Os Sindicatos de metalúrgicos de diversas regiões do País marcaram para 29 de setembro uma paralisação nacional contra os ataques propostos pelo o governo golpista de Michel Temer. O Motivo do protesto são as mudanças em discussão na legislação trabalhista, em especial a regularização da terceirização do trabalho, e a ‘’reforma da Previdência’’, cuja proposta deve ser encaminhada ao Congresso este mês.

Nesta quinta feira, os sindicalistas fizeram uma reunião na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo para discutir a mobilização. Do encontro, saiu uma nota de repudio ás mudanças que, segundo eles, ‘’vão eliminar direitos, reduzir o custo do trabalho e atender somente aos interesses da classe patronal’’.

Entre outras entidades, o texto é assinado por sindicatos das bases do ABV paulista, de São Caetano do Sul e de São José dos Campos, além de Gravataí e Catalão. São regiões onde funcionam fabricas de seis montadoras: General Motors, Volkswagen, Mercedes Benz, Ford, Scania e Mitsubishi.

É possível construir uma grande paralisação na base

Os ataques aos direitos trabalhistas, assim como a reforma da previdência vão atacar profundamente a condição de vida da classe trabalhadora. Frente ao cenário de consolidação do golpe, é possível ver uma inquietação em muitos dos trabalhadores perguntando o que será do futuro e o que fazer perante isso. Podemos concluir que as condições para fazer uma grande mobilização que coloque a classe operária em cena contra os golpistas estão mais do que dadas.

Porém mesmo com este cenário, é visível que nem a CUT, CTB e Força Sindical estão organizando nas suas bases uma mobilização contra o governo golpista de Michel Temer e seus ajustes. Sabemos que a CUT e a CTB está atrelada ao ex – governo do PT, partido este que está cumprindo um papel de oposição responsável ao governo golpista para demonstrar aos grandes empresários e banqueiros que eles são uma alternativa viável. Já a Força Sindical está atrelada ao governo golpista de Temer que esta planejando estas medidas antipopulares.

Por sua vez, a CSP – CONLUTAS através do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos não consegue dar exemplo de como lutar contra estas medidas. Ao em vez de organizar a luta nas fabricas de São José dos Campos contra os ataques de Temer, preferem continuar com sua politica pró – golpe de afirmar que os trabalhadores da GM estavam comemorando a saída da Dilma.

É preciso que esta mobilização seja o primeiro passo rumo a uma greve geral que derrote os golpistas e seus ajustes. Neste sentido, é preciso que os sindicatos que estão organizando esta mobilização construam um verdadeiro plano de luta que seja capaz de barrar os ataques aos trabalhadores, mas também contra as privatizações e os cortes que estão sendo anunciados.




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