Sociedade

RACISMO

Menino de 12 anos sofre racismo em supermercado no Rio de Janeiro

Everton, uma criança negra de 12 anos, foi expulso do supermercado Princesa, Zona Sul do Rio de Janeiro, por um segurança, pelo simples fato de estar com um doce nas mãos, se dirigindo ao caixa.

segunda-feira 12 de junho| Edição do dia

Segundo o pai da criança, o educador André Couto, que também estava no supermercado, a criança se dirigia à ele para pedir que comprasse o produto, foi aí que André viu a cena, em que o segurança estava “dando tapinhas nas costas dele para se apressar”, e conseguiu evitar que o filho fosse expulso do supermercado.

Em relato nas redes sociais, André mostra que se sentiu culpado por não conseguir evitar que o filho passasse por essa experiência tão violenta que vai marcar sua memória, também se sentiu culpado pelo filho ter pedido desculpas à ele pelo transtorno que viu no pai.

Mas sabemos muito bem que essa violência é cotidiana na vida de milhões de negros e negras no Brasil, que tem seus corpos e suas vidas violadas pelo simples fato de existirem no país que ainda nega a existência do racismo, querendo passar a imagem de uma democracia racial.

Assim com o filho de André Couto, são milhões de outros negros que dia a dia são seguidos nas lojas, insultados nos espaços, impedidos de acessar uma educação de qualidade, aprisionados e mortos pela polícia e o judiciário racistas. E que agora com as reformas de Temer, vão sofrer ainda mais com os postos de trabalho precarizados, com a terceirização, reforma da previdência e tantos outros ataques.

Por isso, é fundamental que nós negras e negros tomemos a greve geral chamada para o dia 30 nas nossas mãos, e que ela sirva para mostrarmos nossa força nas ruas, dizendo ao governo golpista que basta de racismo e que não vamos deixar seus planos de intensificar ainda mais a exploração e opressão das nossas vidas irem adiante.




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