Economia

DESEMPREGO

Medo do desemprego registra a maior alta desde 1999, aponta CNI

O índice de medo do desemprego medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) chegou ao maior valor da história em junho deste ano, superando o temor registrado em julho de 1999, quando o Brasil vivia uma grave crise cambial com uma expressiva desvalorização do real.

segunda-feira 18 de julho de 2016| Edição do dia

Este medo tem razão de ser com um índice de desemprego atingindo mais de 11% e mais de 60 milhões de brasileiros com nome sujo no SERASA. Em maio os resultados econômicos foram piores do que o previsto pelos economistas: queda de 0,51%, de acordo com o índice de atividade econômica do BC-IBC-Br.
Se comparado a março deste ano, o indicador sobre o medo de perder o emprego subiu 1,9%. O cenário de crise política que culminou com o golpe institucional e pôs a frente Michel Temer contra a vontade popular tem correspondência com o aumento deste índice. Em relação a junho do ano passado, quando ainda estávamos no governo Dilma, o temor de ficar sem trabalho subiu 4,2%. Já o índice de satisfação com a vida dos brasileiros melhorou no mês passado, com um crescimento de 0,8% em relação à março. Ainda assim, o indicador acumula uma queda de 2,6% na comparação com junho do ano passado. E, considerando toda a série histórica da pesquisa, a satisfação dos brasileiros no mês foi a segunda pior já registrada na pesquisa, feita pela CNI em parceria com o Ibope.
Este alto índice de medo do desemprego infelizmente conta com a paralisia das centrais sindicais ex-governistas como a CUT e CTB, que nada farão contra os ataques deste governo golpista, se não for imposto pela força dos trabalhadores.




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