Cultura

FELICIANO QUER CENSURA

Marco Feliciano quer proibir arte que considere ’profanadora’

terça-feira 3 de outubro| Edição do dia

O reacionário Pastor Marco Feliciano (PSC) propôs um projeto de lei para censurar tudo aquilo que lhe desagradar; o PL 8615/2017 propõe alterar a regulamentação sobre shows, programas de TV, cinema, circo e até jogos de RPG, impondo a censura da Assembléia de Deus à tudo e à todos os que não forem convertidos.

Um dos artigos propõe a seguinte regra:

§ 2º. Não será permitido que a programação de TV, cinema,
DVD, jogos eletrônicos e de interpretação – RPG, exibições
ou apresentações ao vivo abertas ao público, tais como as
circenses, teatrais e shows musicais, profanem símbolos
sagrados

Isso quer dizer que todo produto cultural que inclua os símbolos de sua religião devem passar, antes de tudo, pelo crivo dos pastores neopentecostais da Assembleia de Deus que financiam o PSC.

Isso significaria, na prática, censurar grande parte de shows de música Pop como Lady Gaga e outros; a maioria dos shows de rock e a totalidade dos shows de heavy metal, mas não só. Grande parte dos animes; filmes fantásticos, Harry Potter; e até interpretações livres de histórias bíblicas que não o agradassem e, por isso, "profanassem" os símbolos sagrados, poderia ser censurada.

Quem definiria o que é profano ou não, obviamente, seria a própria igreja com seus próprios critérios totalmente subjetivos.

Por exemplo, quando Marco Feliciano engana os fiéis de sua Igreja para arrancar o dízimo, estaria cumprindo a obra divina, ao invés deu "profanação". Veja no vídeo:

Marco Feliciano, reacionário defensor da ’cura gay’ e responsável por atacar mulheres e LGBT através do seu mandato de deputado, quer entrar na briga com a Igreja Universal do Reino de Deus para disputar quem é mais reacionário. Está na hora de responder estas ameaças de censura destes políticos que vivem de roubar o dízimo, e, além de tudo, não pagam nenhum imposto através de igrejas que são usadas para lavar dinheiro, evadir divisas e comprar políticos.




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