Política

ELEIÇÕES 2018

Marcas destas eleições: Caixa 2 de Bolsonaro e manipulação do judiciário

Neste domingo, 28, se encerram uma das eleições mais manipuladas no país. Marcada desde o inicio pelo roubo do voto de milhões de pessoas, com o impedimento da candidatura do Lula, um processo que seguiu até as últimas semanas antes do segundo turno, com o poder judiciário como um pilar fundamental do inicio ao fim desta manipulação. Um dos auges no segundo turno foi o escândalo do Caixa 2 envolvendo a campanha do reacionário Jair Bolsonaro.

Daphnae Helena

Metroviária da estação Sé, economista e militante do grupo de mulheres Pão e Rosas

domingo 28 de outubro| Edição do dia

Neste domingo, 28, se encerra uma das eleições mais manipuladas no país. Marcada desde o inicio pelo roubo do voto de milhões de pessoas pelo impedimento da candidatura do Lula, um processo que seguiu até as últimas semanas antes do segundo turno, com o poder judiciário como um pilar fundamental do inicio ao fim desta manipulação.

Um dos auges deste movimento no segundo turno foi o escândalo do Caixa 2 envolvendo a campanha do reacionário Jair Bolsonaro no qual empresários de diferentes ramos da economia injetaram mais de 12 milhões de reais comprando pacotes de mensagens de WhatsApp contra o PT e pró-Bolsonaro. Um destes empresários éLuciano Hang, dono da Havan, e conhecido por responder a crime de lavagens de dinheiro e evasão fiscal.

A denuncia do Caixa 2 da campanha do Bolsonaro foi realizada pelo jornal Folha de São Paulo em matéria veiculada dia 18, sendo uma fraude das legislação eleitoral burguesa. O candidato a presidência Jair Bolsonaro deu declaração na mesma semana reconhecendo que esta atitude fere a legislação, no entanto, como recorrentemente faz, se esquivou, dizendo "não tenho controle se tem empresário simpático a mim fazendo isso". Enquanto isso, ganhou as redes o vídeo em que Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, gravado a alguns meses atrás no qual dizia que para acabar com o STF era necessário apenas um soldado e um capitão.

No entanto, apesar da afirmação feita em junho pelo ministro do Supremo, Luiz Fux, de que a Justiça Eleitoral poderia "eventualmente anular o resultado de uma eleição se seu resultado for decorrência da difusão massiva de ’fake news’". A ministra Rosa Weber, após cancelar a primeira entrevista, disse que "não é hora de criar marola" e que "a Justiça eleitoral não combate boatos com boatos, e sim com decisões em processos que lhe sejam propostos, e que exigem o trâmite do devido processo legal, que precisa de tempo. Notícias falsas não são novidade nos pleitos eleitorais".

Ou seja, mediante a esta denúncia de violação da legislação eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal escolheram não encampar a frente esta denúncia que poderia colocar em xeque a candidatura de Jair Bolsonaro. Como pilar destas eleições manipuladas, o poder judiciário escolheu fazer vistas grossas e deixar a candidatura de Bolsonaro em suspenso. Como já apontamos no Esquerda Diário, uma decisão como essa tem como objetivo garantir uma moeda de troca para, por um lado, evitar qualquer aventura de um governo Bolsonaro e, por outro, garantir a razão de existência de um governo Bolsonaro para amplos setores burgueses que são os ataques aos trabalhadores prometidos por ele, como a reforma da previdência e as privatizações.




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