Educação

MOBILIZAÇÃO ESTUDANTIL 15M

Mais de 30 cursos da USP já aprovaram paralisação para o 15M

Faculdades tradicionais como Letras, POLI, Direito, São Carlos, além de também professores e funcionários da universidade aderiram ao dia nacional de paralisação.

terça-feira 14 de maio| Edição do dia

Imagem: Assembleia geral do Campus São Carlos aprova paralisação no dia 15 de maio.

Em sintonia com as mobilizações que acontecerão em todo país, estudantes de mais de 25 cursos da Universidade de São Paulo realizaram assembleias em seus institutos e aprovaram incorporação no dia Nacional de Paralisações dos setores da educação. Nessa terça, acontecerão diversas assembleias onde existe forte possibilidade de ampliar a participação dos estudantes.

Faculdades tradicionais como Letras, POLI, Direito, São Carlos entre outras também aderiram a mobilização. Os professores e funcionários já aprovaram paralisação em suas assembleias e hoje acontece a assembleia dos estudantes da Pós-Graduação, que vem se mobilizando fortemente desde o anúncio dos ataques a pesquisa, criando inclusive um coletivo de Estudantes em Defesa das Humanidades.

Sobre isso, Odete Cristina, estudantes de Ciências Sociais e militante da juventude Faísca declarou: "As dezenas de paralisações aprovadas em toda universidade mostra que existe uma enorme disposição dos estudantes para se colocarem em luta contra os ataques do Bolsonaro. Nesse dia 15 estaremos nas ruas, ao lados dos professores e trabalhadores da nossa universidade, mas também dos professores da rede pública, dos estudantes de outras universidades e faculdades, públicas e privadas, dos jovens secundaristas e de outras categorias de trabalhadores, num dia nacional de mobilização. O movimento estudantil pode cumprir uma papel histórico se aliando com a classe trabalhadora para lutar contra os cortes na educação, levantando junto a demanda contra a reforma da previdência, mostrando como são parte de uma mesma luta. Frente a crise capitalistas o governo quer nos chantagear, usando a educação como uma moeda de troca para aprovar sua nefasta reforma da previdência e obrigar a maioria da população trabalhar até morrer".

Odete acrescentou que "A UNE, que é dirigida pela UJS a juventude do PCdoB, vem defendendo que o dia 15 de maio é uma luta contra os cortes na educação, secundarizando muito a luta contra a reforma da previdência, fazem isso porque apoiaram Rodrigo Maia, o articulador da reforma da previdência para a presidência da Câmara dos Deputados. O PT até fala contra a reforma de Bolsonaro, mas seus governadores se propuseram articular melhorias nessa reforma. Essas são as mesmas correntes que hoje tão a frente da gestão do nosso DCE. Tábata Amaral do PDT, diz que defende a educação, mas também defende a reforma da previdência. Nossa tarefa é rechaçar por completo qualquer projeto de reforma, pois é uma grande mentira o discurso de que a solução frente ao desemprego e a situação extrema de crise é retirar o direito dos nossos idosos".

Sobre a política diante desse cenário, Odete concluiu que: "Podemos fazer história dizendo abertamente que nosso futuro não está em negociação, exigindo que nossas entidades estudantis e sindicais declarem abertamente que a educação não vai ser uma moeda de troca para aplicar o grande ataque contra a aposentadoria. Essa é a batalha que nós da juventude Faísca damos na USP e em todas as universidades e escolas que estamos, e chamamos o PSOL, que até agora se absteve de dar luta política contras as burocracias estudantis do PT e do PCdoB, a colocar suas entidades estudantis e seu peso parlamentar a serviço dessa luta. Para articular essa mobilização nacional achamos fundamental também se aprovar um comando de delegados eleitos pela base, como foi aprovado no IFCH na Unicamp e no Teatro e nas Artes da UFRGS, para que os estudantes e trabalhadores possam tomar essa luta em suas mãos. Vamos fazer história, numa só luta para derrotar a reforma da previdência e os cortes de Bolsonaro na educação."

Veja aqui: 15M: uma só luta contra os cortes de Bolsonaro e a Reforma da Previdência

ACOMPANHE OS CURSOS DA USP QUE JÁ APROVARAM PARALISAÇÃO

1. Letras
2. POLI
3. Veterinária
4. ICMC São Carlos
5. Instituto de Física São Carlos
6. Engenharia Ambiental São Carlos
7. Instituto de Arquitetura e Urbanismo São Carlos
8. Instituto de Astronomia e Geofísica
9. Enfermagem SP
10. Biologia
11. Enfermagem Ribeirão Preto
12. Direito Ribeirão Preto
13. Terapia Ocupacional, Fono, CB e Nutrição Ribeirão Preto
14. Odontologia Ribeirão Preto
15. Farmácia Ribeirão Preto
16. Química Ribeirão Preto
17. Oceanografia
18. Psicologia
19. Instituto de Ciências Biomédicas
20. Odontologia
21. Farmácia
22. Relações Internacionais
23. Física
24. Ciências Moleculares
25. Geografia
26. FOFITO
27. Instituto de Geociências
28. FEA (Paralisação parcial)
29. Direito SanFran
30. Pedagogia Ribeirão Preto
31. CAASO (Campus São Carlos)
32. Educação Física

ASSEMBLEIAS QUE AINDA VÃO ACONTECER
- Ciências Sociais 14/05 (18h)
- Faculdade de Educação 14/05
- Faculdade de Saúde Pública
- FAU 14/05
- ECA 14/05
- História 14/05 (18h)
- Lazer e Turismo EACH 14/05
- Medicina 14/05
- Filosofia 14/05
- Instituto de Química 14/05 17h)
- IME (14/05 às 11h40 e às 18h)
- EACH (14/5 as 18h)




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