DESEMPREGO

Maioria dos desempregados desalentados são mulheres, jovens ou tem menos escolaridade

Nordestinos também estão entre os mais afetados. Pessoas com formação superior e média também deixaram de procurar emprego, apesar do desemprego.

quinta-feira 20 de setembro| Edição do dia

Imagem: Dom Total

Os grupos que mais desistem de procurar trabalho são as mulheres, parte da população da Região Nordeste, pessoas com baixa escolaridade, jovens adultos (de 18 a 24 anos) e pessoas que não são chefes de família.

O chamado "desalento" atestado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi confirmado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em estudo recentemente divulgado nessa quinta feira, 20 de setembro. Os dados são do 2º trimestre de 2018, relativas a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE. Essa mesma pesquisa apontou que mulheres nordestinas são maioria de desempregadas desalentadas.

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No período analisado, entre março e junho, 4,833 milhões de pessoas desocupadas deixaram de procurar trabalho, 203 mil a mais do que no trimestre anterior. Os setores atingidos são os mais frágeis economicamente e socialmente. 59% moram no Nordeste, 54,3% são mulheres, 50% não concluíram o ensino fundamental e quase 70% não são chefes de família.

O desalento leva em conta quem deixou de procurar emprego há pelo menos 30 dias antes da pesquisa. A proporção de homens, menos atingidos, também aumentou em um ano, entre o 2º trimestre de 2017 (44,1%) e 2º trimestre de 2018 (45,3%).

Também cresceu a proporção da população com qualificação de ensino superior (aumento da taxa de desalento de 4,8% para 5,3%) e ensino médio (de 21% para 22,8%) que, apesar do desemprego, deixaram de procurar emprego. Repara-se que são taxas muito abaixo da média de trabalhadores desempregados em geral.

O estudo trouxe também um dado sobre a grande proporção de jovens em situação de desalento: “Pelo perfil etário, observa-se que, enquanto os jovens entre 18 e 24 anos representam 15% da população em idade ativa (PIA), eles correspondem a aproximadamente 25% dos desalentados”.




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