Política

"Lutamos contra a violência e pelo direito ao aborto, mas também contra todas as reformas e a precarização" diz Flávia Valle

sexta-feira 26 de fevereiro| Edição do dia

“A luta contra a violência de gênero e pelo direito ao aborto tem de estar aliada as demandas da classe trabalhadora neste momento de pandemia”, é o que aponta Flávia Valle, que é professora da rede estadual em Minas Gerais.

Iniciamos 2021 batendo recordes de mortes pelo coronavírus, chegando a mais de 200 mil mortes. Agora bem próximo ao 8 de março vemos Bolsonaro direcionando seus ataques às demandas e pautas das mulheres, mas também a toda a classe trabalhadora de conjunto.

Por isso, nossas demandas e pautas dos atos do 8 de março pelo Brasil não podem estar desconectados das lutas e demandas dos trabalhadores. Junto da defesa integral do direito das mulheres terem domínio pleno sobre seus próprios corpos, pela legalização do aborto, também devemos lutar pelas pautas dos trabalhadores e contra os ataques do regime.

“O PT que governou por 13 anos e jamais concedeu o direito elementar do aborto legal, seguro e gratuito para as mulheres e que privilegiou acordos com grandes capitalistas e com os setores conservadores da sociedade, abrindo caminho para o golpe e enriquecimento das cúpulas das igrejas evangélicas, agora atua disseminando o medo para impedir nossa mobilização”.

Com a força das mulheres, dos negros, LGBTs, do conjunto da classe trabalhadora e de setores da esquerda é preciso construir um grande polo de independência de classe, para atuar com os métodos de nossa classe e desmascarar as direções adaptadas do movimento de massas.

Com a força das trabalhadoras da saúde, linhas de frente no combate ao coronavírus, precisamos ser parte do combate contra Bolsonaro, Mourão e os golpistas. Para que sejam os capitalistas que paguem pela crise.




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