Gênero e sexualidade

LUTA LGBT

Luta LGBT: exploração pelo capitalismo e homofobia nas escolas

O capitalismo, a fim de nos subjugar e nos manter cativos sobre sua exploração, não mede esforços em transformar nossa expressão sincera de insatisfação e desejo de revolução em mais um de seus produtos. Em toda a sociedade somos discriminados e reprimidos, e este sofrimento já começa nas escolas, lugar que deveria ser de acolhimento e de avanço destas discussões.

sábado 20 de agosto| Edição do dia

O Esquerda Diário já vem denunciando os interesses ocultos por trás do “empoderamento” que grandes empresas vem dando a minorias, mostrando que não é uma questão das empresas estarem se conscientizando, e sim querendo lucrar, em uma ideologia de falsa consciência.

Se fizermos uma cronologia com a história das lutas LGBT’s, veremos que desde antes da revolta de Stonewall, o capitalismo vem se aproveitando e explorando a nossa luta. Nas décadas de 50 e 60, onde os LGBT’s eram perseguidos pela polícia e os bares para o nosso público eram fechados, os mafiosos abriam bares que aceitavam LGBT’s, mas cobravam preços até 3x mais caros do que em bares comuns, o próprio bar Stonewall era gerenciado por mafiosos interessados em lucrar. 47 anos após a Revolta de Stonewall, ainda é preciso entonar mais vozes anticapitalistas, também no meio LGBT.

Como secundarista, na escola vejo diariamente como o sistema é agressivo com tudo aquilo que é diferente dos padrões impostos. Não é difícil conhecer histórias de alunos que já apanharam em casa por conta de sua sexualidade, agredidos na rua, ridicularizados na própria escola por alunos e até professores. Por conta de tanta agressividade, muitos optam por viver no armário e se esconder por medo da violência, alguns até desenvolvem depressão.

Recentemente, uma ativista LGBT foi estuprada, queimada até a morte e mutilada na Turquia, dias atrás um refugiado também foi morto por ser gay. Segundo a mídia, um dos meus é morto a cada 28 horas, mas eu não acredito. Certamente são muitos mais, mas de vidas que não importam, a morte LGBT não faz notícia nos jornais...

Nós LGBT’s que somos considerados minoria, devemos nos unir ainda mais, na luta por direitos que nos são retirados pela política conservadora, como o direito ao próprio corpo, de ser e amar quem quisermos, além do respeito a identidade de gênero. Sejamos LGBT’s revolucionários para mostrar a esse sistema que respeito nos é direito e que não somos produtos de seu capitalismo.




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