BOLSONARO E BANCADA DA BALA E DA BÍBLIA

Líderes das bancadas evangélica e da bala se juntam à campanha pró-Bolsonaro

Seguindo a movimentação dos últimos dias de Moro, da grande mídia, do STF e bancada ruralista de apoio aberto à Bolsonaro, as lideranças das bancadas evangélica e da bala também declaram seu apoio.

quarta-feira 3 de outubro| Edição do dia

Ainda que não soltem notas oficiais, como fez a Frente Parlamentar Agropecuária, fizeram o mais importante: sinalizaram que a maioria de suas bancadas não fará oposição a um possível governo Bolsonaro. Esta sinalização das frentes parlamentares que incluem partidos que estavam na base do “centrão” de Alckmin, demonstram sua falência, mas também coloca em dúvida a possibilidade de sucesso de Haddad em fazer um grande pacto nacional, mesmo com as concessões à direita que estava disposto a fazer, como a reforma da previdência e perdoar os golpistas.

O que está em jogo é a definição de quem será o melhor candidato para implementar os ataques aos trabalhadores e permitir que os empresários lucrem mesmo na crise econômica. Foi para isso que a lava-jato impediu a candidatura de Lula e, antes disso, deu um golpe nos trabalhadores seqüestrando seu voto e colocando Temer no poder.

A estratégia do PT de conciliar com os golpistas, como denunciamos aqui no Esquerda Diário, levaria a reconstruir um regime golpista mais à direita e manteria a força da extrema direita e do autoritarismo judiciário que iriam continuar pressionando para que sejam feitos ajustes duros contra os trabalhadores e medidas que submetam ainda mais o país ao mercado financeiro internacional. Nessa convulsiva conjuntura eleitoral, tutelada pelo judiciário e pelos militares, mas também por Trump, nem passamos pelo 1º turno e a estratégia de “mal menor” já demonstra que só pode permitir o fortalecimento de Bolsonaro.

A proposta de emergência que nós do Movimento Revolucionário de Trabalhadores fazemos para combater a direita que se fortaleceu para além das urnas, é organizar uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana na qual os trabalhadores também possam se eleger, onde sejam debatidos e decididos sobre os principais problemas que afetam o país. Defendemos o não pagamento da dívida pública, pois é o principal mecanismo de submissão ao imperialismo, escoando as riquezas produzidas no país. Propomos que todos os juízes e políticos sejam eleitos e tenham mandatos revogáveis e ganhem um salário igual ao de uma professora.




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