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Juíza que ordenou a condução coercitiva na UFMG é a mesma que libertou um nazista torturador

A juíza que orquestrou junto à Polícia Federal a condução coercitiva de reitores e ex-reitores da UFMG na operação irônicamente nomeada “Esperança Equilibrista”, é a mesma que concedeu liberdade condicional a um skin head e nazista declarado que havia enforcado um morador de rua.

sexta-feira 8 de dezembro de 2017| Edição do dia

(Na foto, Donato Di Mauro, neonazista assumido no momento em que enforcava morador de rua em BH, em 2013)

A juíza Rachel Vasconcellos Alves de Lima, pertencente a 9ª Vara Criminal Federal de Belo Horizonte, já tem outras arbitrariedades bastante inclinadas à direita em seu currículo. Em 2013, esta concedeu liberdade condicional a Antônio Donato Baudson Peret, conhecido como Donato di Mauro, que havia enforcado um morador de rua em plena luz do dia, na Savassi, famosa avenida da capital mineira. O ato foi racista e teve apologia ao nazismo, tornando-se conhecido por uma postagem do próprio Donato no Facebook.

A condução coercitiva é uma medida midiática para ferir os poucos direitos democráticos à defesa na democracia dos ricos que vivemos, e neste caso foi realizada sem o aval do Ministério Público, em uma verdadeira manobra da justiça com a Polícia Federal, para teoricamente investigar um desvio ocorrido na construção Memorial da Anistia Política do Brasil e durante a reforma do “Coleginho”, no bairro Santo Antônio, medidas nas quais qualquer tipo de preocupação sincera não pode partir do Judiciário e muito menos da Polícia Federal.

Veja mais sobre o caso: Contra o autoritarismo da PF e do judiciário golpista na UFMG

Somente a mobilização dos estudantes, trabalhadores e professores da UFMG pode apurar os ocorridos contra a direita que ataca a educação. Não se pode confiar em uma juíza que liberta nazistas e toma medidas de combate aos direitos democráticos para garantir seus interesses.




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