Política

RIO DE JANEIRO

Juiz Wilson Witzel é eleito em eleições marcadas por fraudes do Judiciário

domingo 28 de outubro| Edição do dia

O Juiz Wilson Witzel, carrasco da classe trabalhadora e do povo carioca, se elege aproveitando-se da onda de apoio a Bolsonaro. Após um surpreendente 1º turno, Witzel se apoiou em um amplo esquema com as Igrejas Evangélicas ao mesmo tempo em que teve a tática oportunista de se apoiar no sentimento popular contra a corrupção, como se um juiz pudesse ser qualquer alternativa. A vitória foi confirmada às 19h03. Com 96,04% dos votos apurados, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, Witzel teve 4.475.784 (59,66%) dos votos válidos e Paes, 3.026.841 votos (40,34%).

A manipulação das eleições que se deu em ampla escala a nível federal com a prisão arbitrária do Lula, o veto a seus direitos políticos pelo TSE e o corte de 3,3 milhões de votos do Nordeste também se expressaram no estado do Rio de uma forma não menos importante. A Lava Jato carioca e o judiciário estadual mexeram seus pauzinhos para tirar Garotinho e colocar um corda no pescoço de Paes, que teve pedido aberto no TSE por impugnação de candidatura. Nao questionando o quanto os 2 são claramente inimigos do povo, o que fica claro com o resultado de vitoria do juiz é que a intervenção desse poder na eleição foi decisivo, e que conscientemente tratou de manipular os resultados a seu favor com uma série de medidas autoritárias, trocando a soberania popular pela soberania de toga.

A justiça carioca é contaminada por bolsonaristas, são parte dos que mantém Rafael Braga preso, sendo Bretas, um paladino da moral e dos costumes mas a verdade é que se trata de um bolsonarista que quer fortalecer o judiciário como poder autoritário e beneficiar políticos direitistas como Witzel, que foi o escolhido da vez.

Witzel promete abertamente criminalizar servidores, trabalhadores, estudantes, mulheres, negros, LGBT é Wilson Witzel, que recentemente participou do odioso ato que quebrou a placa com o nome da vereadora assassinada, Marielle Franco do PSOL, para mostrar seu ódio fascista contra a esquerda.

O ex juiz já foi pego ocultando uma empresa do TSE, e tem uma relação não explicada com a corrupta CBF que lhe cedeu a Granja Comary para o torneio de futebol dos juízes organizado pela AJUFE, entidade representativa dos Juízes Federais que Witzel comandava, na mesma semana em que o ministério público pedia inquérito contra Ricardo Teixeira.

Witzel representa o aumento da matança estatal aos pobres e trabalhadores, as igrejas, representa a manutenção da dominação das milícias, representa um programa que é aprofundamento do desmonte dos serviços públicos começado por Pezão. Com ele, servidores vão seguir sem receber enquanto os privilégios do alto escalão do poder judiciário, em especial os juízes, vão seguir com dezenas de penduricalhos acumulando salários acima do teto constitucional, com salários que, totalizando, batem os R$ 100 mil, enquanto que o povo morre lentamente na fila da UPA e as escolas e as universidades do estado como a UERJ caem aos pedaços.

Frente ao avanço do autoritarismo, da extrema direita e dos golpistas é preciso mais do que nunca que nos organizemos. É preciso dar uma resposta na mobilização, nas ruas, a partir de cada local de trabalho e de estudo. Não podemos nos calar ou ficar acuados. O Rio de Janeiro precisa ser um pólo de resistência aos planos autoritários do governo federal.




Tópicos relacionados

Wilson Witzel   /    Crise no Rio de Janeiro   /    Eleições Rio de Janeiro   /    Rio de Janeiro   /    Política

Comentários

Comentar