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CORONAVÍRUS NO RS

Hospital de Clínicas segue para o colapso com avanço da COVID-19 em Porto Alegre de Marchezan

Medida de distanciamento controlado que ,na verdade, não possui controle nenhum sem testagens massivas, está alavancando os contágios e mortes no estado. Hospital de clínicas, referência no município de Porto Alegre, está sob risco de colapso nas próximas semanas

domingo 21 de junho| Edição do dia

O Hospital de clínicas, hospital referência na cidade de Porto Alegre está em vias de colapsar. Com 83% dos leitos destinados a pacientes com o novo coronavírus ocupados, previsão é de que a capacidade se esgote nas próximas semanas se o número de internações seguir aumentando. A instituição ainda passa por dificuldades quanto ao número de profissionais, pois, atualmente, 50 funcionários estão afastados por terem contraído o vírus, o que diminui as possibilidades de internações e funcionamento de UTI para pacientes que são graves e que aumentam cada vez mais. Enquanto isso, os governos de Leite (PSDB-RS) e Marchezan (PSDB - RS), seguem autorizando pequenos, médios e até grandes comércios e negócios a funcionarem, de forma irresponsável, contra vida dos trabalhadores e a população em geral, para agradar os empresários.

Como um desastre anunciado, o decreto de reabertura comercial e afrouxamento da quarentena do governo de Eduardo Leite, que nada tinha de controlado e responsável como se tentava fazer parecer, traz consequências graves e uma onda que pode ser mais avassaladora do que nunca na crise do novo coronavírus, que assola o país e o mundo. Com nenhum método de controle eficaz como, por exemplo, as testagens em massa para mapear a doença e controlar os infectados, se utilizou apenas de um sistema de bandeiras para cada região do estado, com classificações sem testagens, duvidosas e voláteis, que já mudaram com a finalidade de agradar, após pressão política, os prefeitos de cidades do interior onde tiveram avanços da doença. Os setores empresariais, que são os verdadeiros mandatários da política de reabertura, não estão preocupados com a segurança dos trabalhadores ou de ninguém, apenas com seus lucros. A prova disso é o prefeito Marchezan que, da mesma forma, manteve a flexibilização de abertura dos comércios e seus critérios, sob pressão do empresariado em detrimento da vida dos trabalhadores.

O Rio Grande do Sul está cada vez mais perto de conhecer a pior face da crise sanitária. Com uma média de cerca de 500 novos contágios por dia, o RS, pós reabertura, vê seus números dispararem, já contabilizando 430 mortes no estado, tendo 187 delas ocorrido apenas entre o início de junho e o dia 20 do mês. Além disso, há a faixa de subnotificação, que pode alterar em muito esses dados.

A conta da subserviência dos governos de Marchezan e Leite está batendo na porta do trabalhador, que é colocado a pagar com a sua vida o lucro que os patrões, com seus bolsos recheados, não querem perder. Não há mais como esconder as reais intenções de Leite e Marchezan com seus decretos que são propagandeados como progressistas, mas que no fundo, servem de máscara para fins eleitoreiros. Enquanto isso, se negocia a vida do povo com a burguesia, alterando seus sistemas de bandeiras e suas restrições de comércios a serem reabertos de acordo com o que convém ao empresariado e aos seus interesses políticos. Do outro lado, está o Hospital de clínicas, as demais instituições de saúde, os profissionais de saúde sem EPI’s, equipamentos e que adoecem enquanto tentam salvar vidas, os trabalhadores precários que seguem tendo que trabalhar e a população em geral que fica cada vez mais doente e com cada vez menos recursos de tratamento. A vida dessas milhões de pessoas, para Leite e Marchezan não passa de um joguete na mesa de negócios dos capitalistas.

Não podemos aceitar que estes governos, sob rédea dos capitalistas, continue a ceifar vida dos trabalhadores da saúde, dos trabalhadores precarizados, dos entregadores, dos jovens, dos negros, das mulheres, do povo e de todos os mais fragilizados com a pandemia em nome do lucro dos patrões que querem tornar nossa vida descartável para que eles não percam dinheiro. Que os trabalhadores, organizados, tomem para si e dirijam os setores estratégicos no combate à pandemia e que o governo garanta a testagem em massa, assim como as condições de trabalho dos profissionais da saúde, a infraestrutura e equipagem dos hospitais públicos, estatização dos hospitais privados, e renda básica para que todos os trabalhadores afetados pela crise sanitária possam se resguardar e proteger suas vidas.




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