Política

ELEIÇÕES 2018: PRIVATIZAÇÕES

Haddad quer expandir parcerias público-privadas, empresários agradecem

quarta-feira 22 de agosto| Edição do dia

Nessa segunda-feira (20), o vice-candidato Fernando Haddad disse ao Canal Livre que "o Estado tem que fazer parcerias. O Prouni é nada mais que uma parceria público privada, que é paga em vagas. Agora temos que expandir isso para as áreas de energia e infraestrutura."

PT quer deixar a imagem de que vão salvar o país dos golpistas, mas suas próprias declarações deixam claro que programa de Lula e Haddad é nada menos que a manutenção do enriquecimento dos ricos às custas do setor público. Querem conduzir o capitalismo da sua própria maneira, com escassas concessões aos trabalhadores enquanto continuam a fazer parcerias com os bilionários que nos exploram.

Haddad cita o exemplo do Prouni, que concedeu vagas a muitos estudantes em instituições privadas, porém, com a contrapartida de o governo proporcionar isenções de impostos bilionárias para os grandes empresários que mercantilizam a educação. Contando também com o FIES, essas políticas do governo Lula culminaram na formação do maior monopólio internacional de educação, a Kroton-Anhanguera, e no endividamento de milhares de jovens.

As parcerias público-privadas na prática são uma política em que o público paga e o privado lucra, uma sistematização da drenagem de recursos públicos para o setor privado que não difere em muito da privatização.

Haddad quer sinalizar ao mercado que não representa nem um perigo, que não só vai manter intacto os conluios de empresas e governo como vai expandi-los. Uma resposta para a crise que seja favorável à classe trabalhadora tem que ser anticapitalista e de combate ao enriquecimento dos grandes empresários, tem que superar pela esquerda o projeto falido de conciliação de classes petistas.

É a serviço de um programa revolucionário, de denuncia do judiciário autoritário e de ruptura com o capitalismo que o MRT lança suas 5 candidaturas em 3 estados, em filiação democrática no PSOL. Em SP Diana Assunção como deputada federal, Marcello Pablito e Maíra Machado como deputado e deputada estadual; em MG Flávia Valle como deputada federal; e, no RS Valéria Muller como deputada estadual.

Apesar de não apoiarmos o PT, queremos combater o judiciário e defender o direito do povo votar em quem quiser. Defendemos o direito ao aborto legal, seguro e gratuito, o fim do pagamento da dívida pública, estatização total da Petrobrás sob controle operário. Lutamos pelo fim do capitalismo e por um governo da classe trabalhadora!




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