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GREVE CORREIOS

Greve nacional dos Correios desafia o governo golpista

Trabalhadores dos Correios completam 1 semana de greve em defesa do emprego, dos benefícios e contra os planos de privatização da empresa.

quarta-feira 3 de maio| Edição do dia

No dia 26 de abril, a grande maioria dos sindicatos de trabalhadores dos Correios realizaram assembleias e deflagraram greve na categoria. Junto a maior greve geral das últimas décadas, carteiros, otts e atendentes comerciais também participaram das ações no dia 28, mas seguem em luta contra os ataques e ameaças que o governo golpista, tem lançado sobre a estatal.

Em pleno feriado de primeiro de maio, Guilherme Campos, homem de Kassab e Temer nos Correios, se reuniu com representantes dos sindicatos ao se ver obrigado a negociar frente a força da mobilização. No entanto, as propostas apresentadas não avançaram em nada na pauta de reivindicações dos trabalhadores. Os principais motivos da greve são a defesa do convênio médico, a defesa do emprego, já que a direção da ECT fala em demitir 25 mil funcionários, contra o fechamento de agências, contra a suspensão das férias e em defesa de uma empresa pública e a serviço da população. Também faz parte da pauta dos trabalhadores o pedido de abertura das contas da empresa para investigação dos trabalhadores já que a alegada crise tem sido a justificativa para todos os ataques.

Na negociação, Guilherme Campos não tocou nos pontos centrais, afirmou que as demissões permanecem como possibilidade, e apenas aceitou negociar parcialmente a suspensão das férias, e ainda assim, parcelando em 5 vezes o pagamento.

Na terça-feira, a maioria dos trabalhadores avaliou em suas assembleias que frente a proposta a greve deveria seguir e se intensificar. Os trabalhadores de Brasília fizeram um importante piquete no edifício sede, e em todo o país foram realizadas ações de demonstração de forças, como deve seguir ao longo da semana.

Na segunda reunião de negociação, realizada nessa quarta, Guilherme Campos se retirou sem realizar propostas. Também aconteceu a primeira reunião de mediação do TST, onde também pouco avançou, aumentando apenas um pouco o teto de gastos liberados para férias nos próximos 3 meses, mas ainda parcelando o excedente. Esta proposta será avaliada pelas assembleias dos trabalhadores nesta quinta-feira.

Para Natália Mantovan, atendente comercial em greve na cidade de Campinas e colunista do Esquerda Diário, "a greve é nacional, o que é muito importante, mas sabemos que as direções dos principais sindicatos, ligados a CUT e a CTB, seguem apresentando as lutas como se o importante fosse obter pequenos avanços nessas negociações por cima, quando na verdade essa greve é muito diferente de uma campanha salarial. São ameaças graves que pesam sobre nós, demissões, fim de benefícios, e a constante ameaça de privatizar a empresa. Essa luta é uma batalha contra esse governo e o seu projeto de país, que se trata justamente de fazer os trabalhadores pagarem pela crise. A Reforma Trabalhista e da Previdência, a terceirização irrestrita, e as privatizações são parte do mesmo pacote. Nossa greve nesse momento em que a classe trabalhadora entrou em cena no dia 28, tem que se fortalecer, se massificar e com os métodos da nossa classe, com piquetes, atos e apoio da população, e dos trabalhadores das outras categorias, avançar e servir de exemplo pras outras categorias entrarem em luta também. Porque podemos avançar em alguns pontos da nossa pauta só com a nossa luta, mas pra derrubar de vez esse governo e todos os seus ataques e dar uma saída pra crise do país precisamos de uma greve geral, organizada pela base, e que vá até o final".




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