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GREVE

Greve dos trabalhadores terceirizados da UFSCar conquista pagamento de salários atrasados

190 famílias estavam sem seu sustendo desde o dia 7 de outubro, quando deveriam ter recebido os salários. Os trabalhadores responderam com mobilização, e conquistaram o pagamento após 10 dias de greve.

quinta-feira 17 de outubro| Edição do dia

Trabalhadores das portarias e zeladoria da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) cruzaram os braços reivindicando seus salários atrasados. Enquanto a reitoria da Universidade alegava já ter repassado o dinheiro para os pagamentos à empresa SM Service System, a empresa terceirizada fazia promessas de pagamento desde o inicio da semana, sem nenhuma efetivação.

Após dez dias de greve, os trabalhadores dobraram a intransigência da empresa e da reitoria: segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores da UFSCar (SINTUFSCar) os salários de funcionários da limpeza já foram regularizados, e o dos funcionários da segurança está sendo colocado em dia entre hoje e amanhã, pela previsão repassada pela empresa responsável pela contratação.

Essa situação não é uma novidade nas Universidades Públicas país afora, é comum empresas terceirizadas alegarem não terem o dinheiro para o pagamento dos salários, ao mesmo tempo em que a Universidade se isenta da responsabilidade de garantir o pagamentos dos seus trabalhadores, se apoiando na legislação que divide trabalhadores efetivos e terceirizados nos locais de trabalho.

Essa divisão entre efetivos e terceirizados também se impõe na forma de organização dos trabalhadores que tem sindicatos separados mesmo trabalhando na mesma Universidade, como é o caso. O Siemaco, sindicato do asseio no Estado de São Paulo chega a ser citado em nota da empresa, como um importante colaborador desta, deixando bastante claro a quais interesses respondem.

A terceirização do trabalho humilha e divide a classe trabalhadora e é por isso que nós do Esquerda Diário e do MRT sempre defendemos a necessidade de efetivação dos trabalhadores terceirizados sem necessidade de concurso, para que tenham todos os direitos e o mesmo salário que os efetivos, já que realizam a anos o trabalho necessário.

Em Universidades onde compomos parte dos sindicatos, como é o caso do Sindicato de Trabalhadores da USP, buscamos colocar em prática essa unidade de representação, colocando o SINTUSP à disposição dos trabalhadores terceirizados tanto quanto dos efetivos em suas reivindicações e lutas. Neste momento, na Unicamp, também estamos buscando mobilizar dezenas de jovens pra lutar contra a demissão de centenas de trabalhadores terceirizados.

A luta contra a terceirização e a precarização do trabalho é uma pauta de toda a comunidade acadêmica nas Universidades, dos jovens estudantes, dos professores e funcionários efetivos, a unidade dá força a essa luta necessária.

Viva a luta dos trabalhadores da UFSCar! Todo apoio à luta dos trabalhadores da Unicamp contra as demissões!




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