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MARIELLE FRANCO

Governo Temer oferece a arbitrária PF para investigar o assassinato de Marielle

Neste domingo (12), o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, com aval do presidente golpista Michel Temer, colocou a Polícia Federal (PF) em disposição para assumir a investigação do caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes, assassinados há mais de 150 dias, no Rio de Janeiro. Nenhuma confiança no Estado e na polícia para investigar um crime em que são os principais suspeitos!

segunda-feira 13 de agosto| Edição do dia

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, colocou a Polícia Federal (PF) a disposição para auxiliar na investigação do assassinato de Marielle Franco e seu motorista Anderson, com alvará de Michel Temer.

Apesar de não ter havido nenhum indicativo de requisição das autoridades fluminenses para que a competência seja deslocada para esfera federal, o ministro decidiu propor esse órgão chave para a Lava-Jato e o golpismo para assumir o caso. Atualmente o comando e a competência são da Polícia Civil do Rio, precisamente a Divisão de Homicídios.

Se o crime for federalizado, devem ser alocados policiais federais da Superintendência do Rio, além de equipes de Brasília, onde fica a chefia da PF, vinculada ao Ministério da Segurança Pública. A Justiça Federal também passaria a atuar no processo, bem como o Ministério Público Federal, órgãos mestres em vazamentos seletivos e outras arbitrariedades usadas para controlar as eleições.

Veja também: Diretor da PF assume que preparou invasão do Sindicato dos Metalúrgicos para prender Lula

Como ressaltamos aqui é um absurdo que até agora as investigações não tenham encontrado os responsáveis. Ainda se torna mais absurda essa possibilidade de investigação pela PF, que é um dos órgãos que a Lava-Jato se utilizou para avançar contra o direito do povo decidir em quem votar, prendendo Lula para que seja um candidato mais comprometido com os ajustes que ele, como é Alckmin, o vencedor da disputa.

A investigação do caso de Marielle precisa ser de forma independente, ou seja, sem que instituições do Estado e da polícia, os principais suspeitos desse crime, sejam também os responsáveis pela investigação. Só assim haverá apuração real que possa encontrar os culpados, não somente os executores, mas os mandantes desse crime político.

Com a suspeita de envolvimento de políticos do MDB no crime reforça a necessidade de uma luta e mobilização, pois não podemos confiar que os mesmos órgãos e instituições que podem ter participado do crime e que avançam sobre todos os nossos direitos poderão julgar o crime.




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