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Fusão da Estácio com o Grupo Kroton pode aumentar lucros do ensino privado

quarta-feira 28 de junho| Edição do dia

Menos de uma semana depois de tomar posse poderá caber ao novo presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Alexandre Barreto, a decisão sobre a compra da Universidade Estácio de Sá pela Kroton, que será julgada hoje pelo órgão. De acordo com fontes que acompanham as negociações, um dos cenários possíveis é um empate no julgamento. Com isso, o presidente, que tem voto de qualidade, decidiria a questão.

O grupo Kroton, no ranking mundial, é a primeira empresa com maior valor de mercado entre os grupos educacionais, caso a fusão realmente aconteça hoje ela pode chegar a valer cerca de 8,4 bilhão. A segunda colocada no ranking seria a empresa chinesa New Oriental, com o valor de 2,8 bilhão.

Segundo o Estadão/Broadcast, a conselheira relatora Cristiane Alkmin deverá votar pela aprovação da operação, condicionada a uma série de restrições, entre elas a venda de ativos correspondente a 250 mil matrículas.

Três conselheiros deverão votar pelo veto. Ainda há dúvidas em relação ao voto de um conselheiro. Com isso, restará o voto de Barreto, que, se for favorável à operação, desempatará o placar a favor da Kroton. O novo presidente também poderia pedir vistas do processo, mas, com isso, teria de convocar uma reunião extraordinária para julho.

Segundo o Censo da Educação de Nível Superior de 2015 divulgado no portal do INEP, o Brasil possui um total de 2.364 instituições educacionais de nível superior, sendo apenas 295 universidades públicas e 2.069 universidades privadas, deixando claro os caminhos que a educação brasileira tem trilhado por muito tempo, onde a cada dia se torna mais distante o sonho da juventude trabalhadora de concluir seus estudos através de instituições públicas, pois existe uma grande concorrência, e essas poucas vagas acabam se destinando aos que sempre estudaram em escolas privadas no período da educação básica, mostrando assim uma grande desigualdade. Os jovens estudantes trabalhadores brasileiros pagam caro, por essas péssimas condições de ensino que são dadas pelo Estado, que a cada dia quer privatizar mais o conhecimento e favorecer mais ainda aqueles que sempre foram favorecidos.




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