Gênero e sexualidade

8M - BRASIL

Exigimos um plano de luta pelos direitos das mulheres e para combater a continuidade do golpe

Diana Assunção

São Paulo | @dianaassuncaoED

quinta-feira 1º de março| Edição do dia

Este dia internacional de luta das mulheres, o 8 de março está marcado pela continuidade do golpe e por várias categorias de maioria feminina marcando greves e paralisações. As professoras do Estado de São Paulo terão paralisação para realizar assembléia e as de Minas cruzarão os braços iniciando uma greve, as professoras da capital paulista também tem sua greve marcada para essa mesma data. Com a força das professoras podemos começar a desafiar os golpistas, a direita e os capitalistas. Para isso precisamos de um 8 de março que coloque em primeiro plano a exigência às centrais sindicais abandonarem seu corpo mole, organizem a participação na "paralisação internacional de mulheres" e saiam à rua em apoio às professoras.

Chega de mulheres mortas por abortos clandestinos, chega de reforma trabalhista que sacrifica ainda mais a vida das mulheres, chega da continuidade do golpe e seus ataques a já carcomida democracia dos ricos de nosso país, com esses nortes precisamos debater em cada local de trabalho e estudo e ir às ruas quinta-feira que vem.

Temer tem a cara de pau de ir à TV e aos jornais defender seu governo. Fala que a reforma trabalhista gera empregos. Pura mentira. Tem gerado empregos precários, trabalho informal e até mesmo autorização para grávidas trabalharem em locais insalubres se os médicos dos patrões aprovarem. O golpe continua trazendo consigo ataques aos direitos democráticos, como o direito do povo votar em quem quiser, e agora com a intervenção federal no Rio que dá superpoderes a um general pressiona para generalizar ataques a direitos civis, fazendo "fichações obrigatórias", "mandados de busca coletiva" e outros autoritarismos.

Esses ataques prometem trazer também maiores dores e sofrimentos para as mulheres, com a repressão no Rio e também impondo continuidade de agendas reacionárias como a proibição de ensino de gênero e sexualidade, Escola sem Partido, PEC 181 que criminaliza ainda mais o aborto, criminalizando até mesmo em casos de estupro.

O 8 de Março pode ser uma inflexão para organizarmos a luta contra esses ataques e colocar em primeiro plano os direitos das mulheres como o direito ao aborto livre, legal e seguro e por um plano de emergência de combate à violência contra a mulher. Para isso precisamos nos organizar pela base, exigir dos sindicatos reuniões e assembleias que permitam organizar a participação de todos trabalhadores nesta data, como estamos fazendo no Sindicato dos Trabalhadores da USP, organizando a participação no dia e um ato na própria universidade unindo a luta das mulheres a denuncia da terceirização dos restaurantes da universidade., A partir dessa organização em cada local de trabalho podemos exigir das centrais um verdadeiro plano de luta que permita avançarmos na luta pela revogação da reforma trabalhista, pela retirada das tropas do Rio de Janeiro, pelo direito da população votar em quem ela quiser.

O capitalismo entrelaça a opressão que sofremos com sua sanha de aumentar a exploração e os lucros. Nossa luta pelo direito de todas mulheres controlarem seus corpos, receberem o mesmo salário que os homens, também nos coloca a tarefa de se enfrentar com o capitalismo. Nesse 8 de março vamos mais uma vez as ruas exigindo das centrais um plano de luta para que conquistemos nosso pão mas também as rosas.




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