Política

INTERVENÇÃO RJ

Exército interventor volta a reprimir a Villa Kennedy e invade comunidade fora da capital

Na manha dessa quinta-feira (22), a comunidade do Frade, em Angra Dos Reis (RJ), amanheceu tomada pela intervenção federal do golpista Michel Temer. Cerco, batalhões e armamento pesado é o que se vi nas ruas de Frade agora pela manhã.

quinta-feira 22 de março| Edição do dia

(Estefan Radovicz / Agência O Dia)

Além da comunidade de Angra Dos Reis, a Villa Kennedy também amanheceu tomada novamente pelas forças do exército nessa manhã. Se somadas, as duas operações contam com 1.382 militares das forças armadas, 270 policiais militares, 50 policiais civis e pelo menos duas dezenas de agentes da polícia rodoviária.

A medida reacionária do governo golpista para tentar conter as contradições sociais que ele mesmo vem gerando no estado do Rio de Janeiro, na verdade trata-se de uma medida desesperada de um governo totalmente ilegítimo que tenta a todo custo ganhar algum tipo de apoio popular. No entanto, como se viu na semana passada, com a morte de Marielle Franco, a população carioca vem percebendo que a intervenção federal não é uma medida efetiva no combate as contradições sociais que vive o Rio hoje, mas que sim ter servido para reprimir a cada dia mais os trabalhadores, a juventude pobre e negra e a esquerda daquele estado.

Essa semana os cariocas voltaram a tomar as ruas por Marielle Franco exigindo a resolução desse caso que escancarou internacionalmente a face mais podre do governo golpista. Seguir tomando as ruas por Marielle não é somente um dever da população do Rio, como também deve ser do conjunto da esquerda organizar os trabalhadores, juventude e oprimidos para que essa barbárie não fique impune, e isso passa por exigir o fim imediato da intervenção federal e reivindicar uma investigação independente, pois não podem ser os golpistas, as forças armadas e a polícia os responsáveis por levarem a cabo essas investigações.




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