Gênero e sexualidade

LGBTFOBIA

Estudantes convocam ato contra o ataque homofóbico no Colégio Visconde de Cairú

O ato convoca os estudantes a resistir aos ataques homofóbicos com a mobilização. Ninguém Solta a Mão de Ninguém!

quarta-feira 31 de outubro| Edição do dia

Na última segunda-feira a tarde no Méier, Zona Norte do Rio, os jovens Hugo Barros e João Kannenberg, estudantes do Colégio Estadual Visconde de Cairu foram brutalmente atacados em uma ação claramente de ódio e homofobia.

Eles como muitos outros jovens, negros, LGBT’s e de periferia têm suas vidas diariamente ameaçadas não apenas por crimes isolados de pessoas carregadas por um discurso de ódio. Mas principalmente de um estado estruturado no conservadorismo que ano após ano se expressa em candidatos eleitos como o ex-juíz Wilson Witzel e o militar reformado Jair Bolsonaro.

Tendo como plano de governo medidas que atacam principalmente mulheres, LGBT’s, negros e trabalhadores, essas figuras da extrema direita tem o sangue derramado de cada LGBT e negro nas próprias mãos. Seja por causa dos ataques do governo do Temer golpista (apoiados por essa direita conservadora) ou seja pelas ameaças feitas por Bolsonaro e Witzel ao longo de suas campanhas recheadas de dinheiro de caixa dois e financiamentos dados por empresários um tanto suspeitos.

Por isso estudantes do Colégio Visconde de Cairu como forma de repúdio e enfrentamento a essa onda reacionária, convida todos e todas a se organizar em um ato nesta quinta-feira às 14h na Praça Agripino Grieco no Méier.

Mais do que nunca é necessário se organizar e mostrar a essa classe política e empresarial cheia de privilégios (que quer que paguemos pela crise) quem pode movimentar as estruturas, assim como os estudantes secundaristas fizeram em 2016 nas ocupações das escolas estaduais espalhadas pelo Brasil.

Isso é um convite para que cada LGBT não se cale, e se organize no ato nesta quinta. E que para além de resistir, que todxs nós lutemos pela derrubada dessa direita que negocia nossa existência e ceifa nossas vidas.

Vamos fazer cada Bolsonaro, Witzel e inimigo de nossas existências querer voltar para os porões da Ditadura Militar, pois nós não regressaremos para o armário. E mostraremos para eles que nem Hugo e nem João estão sozinhos, somos milhões.




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