Educação

15M

Escolas particulares por todo o país aderem a mobilização no 15M

Pais, alunos e professores de dezenas de colégios particulares de todo o País decidiram aderir à paralisação desta quarta-feira, 15, em defesa da educação.

terça-feira 14 de maio| Edição do dia

A mobilização para o dia nacional de luta em defesa da educação, convocado para amanhã dia 15/05, cresce em todo país. O anúncio dos cortes pelo governo Bolsonaro de 30% do orçamento da educação, incluindo universidades, institutos federais, além das bolsas de pesquisas distribuídas pelo governo, despertaram a ira e a mobilização de todos os agentes da educação. Professores, alunos e demais categorias envolvidas na educação se organizam em paralisações de suas categorias, estruturas, além de atos e marchas por todo o país.

Em São Paulo, segundo o Sinpro-SP (Sindicato dos Professores da Rede Privada), ao menos 25 unidades terão as atividades alteradas ou interrompidas para a manifestação organizada por entidades estudantis e de educadores. A adesão da rede particular se soma a já forte mobilização das categorias estaduais e municipais que também paralisarão as aulas contra os cortes e a reforma da previdência.

A adesão das escolas particulares expressa o enorme apoio popular a greve nacional da educação. O projeto obscurantista de educação de Bolsonaro e seus ministros, que persegue os professores tachando-os de doutrinadores, que deseja extinguir a filosofia, a sociologia e o senso crítico das escolas, que acaba com o financiamento para a pesquisa no país; desperta o rechaço de amplos setores da populaçao.

Por isso nesse dia 15/05, contra a vontade das direções sindicais que buscam isolar as lutas, é necessário batalhar por unificar professores e trabalhadores, a luta em defesa da educação com a luta por barrar a reforma da previdência. A mobilização do dia 15M tem que ser o início de uma luta sem tréguas, com assembleias e comitês de base, e encontros regionais que coordenem um plano de lutas ativo e combativo para derrotar Bolsonaro e para que os capitalistas paguem pela crise.




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