Educação

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Escolas de Campinas se mobilizam contra a Reforma da Previdência

Na última quarta-feira a tarde, no conjunto das escolas públicas estaduais, ocorreu o replanejamento pedagógico após o carnaval. Em uma parte expressiva delas, foi possível notar uma tendência de fortalecimento da mobilização contra a Reforma da Previdência, que tem sua votação em segundo turno agendada para o próximo dia 3.

sábado 29 de fevereiro| Edição do dia

Escolas de diversas localidades da Região Metropolitana de Campinas apontam para paralisações totais ou parciais, mostrando que ainda é possível construir uma forte mobilização do conjunto dos servidores estaduais na próxima terça feira em frente à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo(ALESP).

O aumento da alíquota de contribuição, o aumento de quase 7 anos de trabalho para as professoras, e o confisco da aposentadoria do conjunto dos professores com a mudança brutal do calculo estão entre as medidas absurdas. A divisão da base de apoio do governo Dória, que conseguiu aprovar o projeto por apenas um voto em primeiro turno, seguramente foi outro fator que fortaleceu a mobilização do próximo dia 3.

A presidenta do sindicato, Bebel Noronha, é deputada estadual pelo PT, e toda a estratégia desde o ano passado desse partido e da direção majoritária do sindicato tem se concentrado em pressionar deputado a deputado. Não é com “conversa de gabinete” que se mudará essa situação. A APEOESP deveria nesse momento colocar toda sua estrutura e esforço em construir esse ato em cada cidade, com outdoor, propaganda nas redes sociais e televisão.

Se Dória tem milhões em emenda para negociar novos votos, nossa única opção para derrotar a destruição da previdência estadual é colocar dezenas de milhares de servidores estaduais e estudantes na próxima terça-feira na ALESP. É só a força organizada de nossa classe que pode despertar medo em possíveis futuros candidatos a prefeitos locais e derrotar esse projeto.

Em um momento do país em que Dória acaba ainda mais com a carreira docente, Weintraub criminaliza os professores e Bolsonaro está disposto a endurecer e fechar o regime se necessário, não existe outro caminho para os trabalhadores que não seja apostar na mobilização real e na unidade dos distintos setores de nossa classe pela base. A CUT, a Apeoesp, os demais sindicatos de servidores estaduais e as outras centrais sindicais precisam nos próximos dias concentrar toda a energia na construção de um grande ato dos servidores estaduais para derrotar Dória. Todos à ALESP no dia 3!




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