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CARLOS BOLSONARO

Esbanjando homofobia e ódio contra a esquerda, família Bolsonaro comemora saída de Wyllys

Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, comemora saída de Jean Wyllys do país. O histórico de ataques aos militantes de esquerda da família Bolsonaro é inegável. Não podemos nos intimidar: rechaçamos a nojenta campanha bolsonarista #VaiPraCubaJean, é preciso uma grande mobilização contra os ataques à esquerda e movimentos sociais, impulsionado pela extrema-direita.

quinta-feira 24 de janeiro| Edição do dia

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL), eleito pela terceira vez pelo Estado do Rio de Janeiro, anunciou hoje (24) que deixará o mandato e também sairá do Brasil. Em entrevista à Folha, o parlamentar afirmou que não voltará ao país sem previsão de retorno e passará à se dedicar à vida acadêmica. Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL, afirmou que David Miranda (PSOL-RJ) irá assumir a vaga de Jean Wyllys.

Minutos após a declaração do parlamentar, a rede social Twitter foi tomada pela hashtag "VaiPraCubaJean", de caráter totalmente reacionário, colecionando mensagens de ataque ao deputado que anunciou sua saída após ameaças de morte frequentes. O assassinato de Marielle Franco, vereadora pelo Rio de Janeiro do PSOL, escancarou a ferida aberta do golpe, buscando intimidar o conjunto dos militantes da esquerda.

Carlos Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, que nas eleições atacou o movimento #EleNão defendendo a tortura contra participantes, comemorou a saída do parlamentar do país em sua conta pessoal no Twitter. A família Bolsonaro coleciona um vasto histórico de defesa de tortura e da ditadura militar, atacando frequentemente militantes de esquerda no país.

Veja: Diana Assunção: "Denunciamos as ameaças de morte a Jean Wyllys, é preciso nos organizar contra os ataques à esquerda"

Não podemos nos intimidar diante do avanço da extrema-direita reacionária, é necessário que os trabalhadores, juventude, mulheres, negros e LGBTs construam uma força real de mobilização nos locais de trabalho e estudo, levando para as ruas um plano de luta capaz de enfrentar os duros ataques do governo Bolsonaro, encabeçado por empresários, latifundiários e conservadores, em defesa dos interesses da burguesia.

Veja também: "Família Bolsonaro: histórico inegável de defesa da tortura e da ditadura"




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