Mundo Operário

SINTUSP

Eleições do SINTUSP – Chapa 1 em defesa de um sindicato classista, combativo e democrático

Nos dias 23 e 24 de novembro ocorrerá a eleição para a diretoria do SINTUSP (Sindicato dos Trabalhadores da USP). A Chapa 1, Sempre na luta- Piqueteiros e Lutadores, conta com a tradição de combatividade unida à renovação e incorporação de novos lutadores.

segunda-feira 7 de novembro| Edição do dia

O Sintusp e os trabalhadores da USP são reconhecidos por sua combatividade. Estiveram à frente de lutas importantes pela Universidade, por mais verbas para a educação, em defesa da Saúde, dos hospitais universitários e aparelhos de saúde. Hoje, contudo, está em curso uma série de ataques à universidade e aos trabalhadores. Arrocho salarial, demissões e perseguição aos lutadores, PIDV e precarização do trabalho, desmonte da universidade. Esses ataques à universidade e os trabalhadores não acontecem exclusivamente na USP. O governo golpista de Temer, aliado à direita, ataca diretamente os serviços públicos, a educação e a saúde, com a PEC 241 (atual PEC 55) e ataca a classe trabalhadora de conjunto, com uma reforma trabalhista que precariza ainda mais as condições de vida e de trabalho.

Por isso, pra responder a esses ataques, é preciso um sindicato que dê exemplos de luta e de solidariedade de classes, que seja combativo e democrático. A Chapa 1, Sempre na luta- Piqueteiros e Lutadores é formada por companheiros de tradição da atual diretoria, reconhecidos pela categoria, como Neli Wada, Claudionor Brandão, Magno Carvalhoe Solange Lopes e por novos lutadores que deram mostra de combatividade nas lutas, especialmente na greve de 2014.

Magno Carvalho, atual diretor do Sintusp e integrante da CHAPA 1 coloca: Nós vamos ter eleição em nosso sindicato, dias 23 e 24 de novembro, num dos momentos mais difíceis da classe trabalhadora, onde nós estamos sofrendo os priores ataques à classe trabalhadora que eu já vi nos últimos 40 anos. E a importância da eleição da nossa chapa, nesse momento é fundamental, à medida que nós temos uma experiência de luta de muitos anos, com muitos companheiros novos que se agregaram aos antigos e que já demonstraram capacidade de luta e de mobilização. Nós vamos ter um papel fundamental no enfrentamento dessa crise que nós estamos vivendo no país hoje, toda jogada nas costas dos trabalhadores pelo governo e pelo Reitor da USP. E no momento que o a USP tá vivendo seu pior momento, com desmanche sem igual, um ataque aos direitos, direito de greve, aos direitos elementares, demissão de milhares de trabalhadores de 2014 pra cá. Temos que enfrentar com uma turma experiente e de garra que é o caso dos companheiros todos que compõe nossa Chapa.

Claudionor Brandão, atual diretor do Sintusp e integrante da CHAPA 1: O golpe construído e desferido com sucesso pela direita estava e está a serviço de preparar as condições politicas para descarregar nas costas da classe trabalhadora, da juventude e do povo pobre, todo o ônus da crise mundial do capitalismo cujos efeitos golpeiam a economia do nosso país com muita força.
Além das reformas previdenciária e trabalhista está em curso um plano para dar um salto em larga escala no sucateamento e liquidação dos serviços públicos, com a PEC 241 (agora PEC 55) que não é um ataque apenas ao funcionalismo e sim ao conjunto da classe trabalhadora e do povo pobre, pois implicará em menos escolas, hospitais, postos de saúde e menos assistência social, etc. No marco exposto acima, estamos vivendo na USP os reflexos dessa mesma conjuntura em que se busca suprimir direitos, conquistas e liberdades democráticas, em que se prepara milhares de demissões entre efetivos e os terceirizados, uma conjuntura em que já enfrenta saltos no arrocho salarial. Responder a uma conjuntura como essa vai exigir de nós um plano de ação e um programa pra unir as fileiras da nossa classe dentro a muito além dos muros da USP. A Chapa 1 se propõe estar à altura dessa tarefa. E já demonstrou, com seus membros na luta, a prova de sua combatividade e classismo.

Um Sindicato na defesa incondicional das mulheres, dxs negrxs, das LGBTs

A Chapa 1 também está a frente da luta dos oprimidos e acredita que os trabalhadores não dever estar alheios às opressões que estão a serviço de nos explorar e nos dividir.

Babi Dellatorre, membra da chapa 1 e da executiva nacional no MML coloca: As eleições municipais que tiveram uma campanha extremamente reacionária contra os direitos das mulheres e das LGBTs, com declarações de candidatos no Rio e mesmo no ABC de cunho homofóbico, machista e racista e todo o tipo de ideologia proto-fascista que vem se expressando em violência, racismo e opressão. É tarefa fundamental do sindicato um posicionamento firme diante do avanço da direita e dos setores reacionários. Ao contrário de afastar dos trabalhadores a preocupação com os escandalosos casos que vem ocorrendo, trata-se de demonstrar que estes não são problemas alheios à classe trabalhadora, mas ao contrário, o movimento operário e sindical deve se colocar à frente da luta contra os setores reacionários que se utilizam de todo o tipo de violência e opressão para dividir ainda mais a classe trabalhadora. A chapa 1 se propõe a ser linha de frente nessas lutas ao lado das trabalhadoras e trabalhadores da USP dando mostras que é preciso combater os patrões, governos e reitoria ao mesmo tempo que lutamos contra as opressões de todo tipo. Para enfrentar esta direita reacionária é fundamental que os trabalhadores se aliem aos estudantes, que neste momento vem protagonizando ocupações por todo o país, para botar abaixo os ataques deste governo com a força da aliança operário-estudantil.

Marcello Pablito, membro da chapa 1, diretor da atual gestão e coordenador da Secretaria de Negras, Negros e combate ao racismo declarou: Acabamos de realizar um importante Encontro de Trabalhadores Negros e queremos que o combate ao racismo e ao capitalismo seja uma importante bandeira de nossas lutas cotidianas como viemos fazendo por exemplo através da defesa dos trabalhadores terceirizados e das cotas raciais na USP.




Tópicos relacionados

USP   /    Mundo Operário

Comentários

Comentar