Política

Dória teria desviado 6 milhões de cruzados quando presidente da Embratur nos 80

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

segunda-feira 10 de outubro| Edição do dia

Ao contrário do que dizem, O futuro prefeito da cidade de São Paulo, João Dória não é uma nova figura na política brasileira. Dória foi secretário municipal de turismo e presidente da Paulistur na capital paulista, entre 1983 a 1985, na gestão do tucano Franco Montoro. Depois foi presidente da Embratur e do Conselho Nacional de Turismo entre os anos 1986 a 1988, durante o governo do presidente José Sarney.

De acordo com o Tribunal de Contas da União, na época João Dória na condição de presidente da empresa e sua diretoria, foi convocado a recolher 6 milhões e 569 mil cruzados desviado irregularmente no périodo de 1987 a 1988. Além disso, João Doria tinha conseguido financiamento externo junto á Comunidade Econômica Europeia não contabilizado pela empresa e administrado por pessoas diretamente ligada a ele.

De acordo com o TCU, este empréstimo conseguido a CEF parece ter sido utilizado como caixa dois. Na época, um assessor da presidência do TCU afirmou: ’’Como não foi contabilizado, o financiamento dá margens á desvio’’.

De acordo com a inspeção realizada na Embratur na época, os técnicos tinham levantado três irregularidades. O presidente João Dória junto com outros diretores foram denunciados por contratar mão de obra indireta nas campanhas promocionais, no contrato da empresa com a Procon Informatica LTDA, além de mordomias custeada por entidades privada.

Outra irregularidades cometida por Dória na época em que foi presidente da Embratur, foi no que diz respeito a contratação da empresa Foco - Feiras, Exposições e Congresso Ltda. Este contrato foi feito sem nenhum controle da verba aplicada, por isso que na época foi considerado irregular.

Estes acordos que João Dória sempre costumou fazer dentro da política, fez com que ele ficasse conhecido como um lobista. Como presidente do LIDE, João Dória faz lobby aproximando grandes empresários com qualquer um que esteja no governo, para assim fazer com que os agentes políticos atendam os interesses de seus clientes. Evidentemente, estas negociatas foram usadas para o seu próprio enriquecimento pessoal.

Nas ultimas eleições municipais, João Dória se elegeu prefeito de São Paulo através com um programa que prometia realizar inúmeras privatizações na cidade. Para poder transformar São Paulo num verdadeiro balcão em liquidação para os grandes empresários e banqueiros, Dória terá que utilizar das suas conhecidas negociatas para abrir mais espaço para que os grandes capitalistas atuem na capital paulistana.

Este episódio envolvendo João Dória sobre Embratur mostra que toda privatização ocorre através de muita negociata espúria entre os grandes empresários e os governos. Anuncia também os acordos de "longa data" que o tucano tem com as máfias do transporte, e como buscará enriquecer estes capitalistas. Para aqueles que esperam que o avanço eleitoral da direita vá combater a corrupção no país, o caso da Embratur envolvendo João Dória mostra que a relação entre os ricos e os governos é a raiz deste problema.

O fato é que a ala Alckmin do PSDB coleciona mais um histórico de corrupção entre os seus integrantes. Este histórico é imenso e vai desde o roubo da merenda escolar, até as fraudes na licitação do metrô de SP com a Siemens e a Alstom. Esta denuncia histórica envolvendo João Dória, mostra que ele tem todos os requisitos para participar desta turma formada por corruptos notórios.




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