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Dória entregou à privatização verbas que evitariam enchentes

Seis municípios da Grande São Paulo estão em estado de emergência devidos às fortes chuvas de ontem e hoje. São 12 mortos confirmados, vítimas de afogamento, deslizamento ou soterramento. Essa situação é uma consequência direta da política tucana no estado, onde a privatização e os lucros dos capitalistas é que têm preferência e não a vida da população.

segunda-feira 11 de março| Edição do dia

Seis municípios da Grande São Paulo estão em estado de emergência devidos às fortes chuvas de ontem e hoje. São 12 mortos confirmados, vítimas de afogamento, deslizamento ou soterramento. Vídeos e fotos divulgados nas redes mostram as longas horas de desespero que viveu a população das regiões mais afetadas em meio à madrugada. Essa situação é uma consequência direta da política tucana no estado, onde a privatização e os lucros dos capitalistas é que têm preferência e não a vida da população.

São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Ribeirão Pires e Embu das Artes foram as regiões mais afetadas pelas enchentes, onde mais de uma dezena de pessoas que perderam suas vidas, a população está numa situação extrema com suas casas destruídas e ainda em estado de emergência, já que ainda há muitas áreas de alagamento e a continuidade das chuvas. Ano após ano essa situação se repete, gerando pânico e pesar, mas também muita revolta, afinal não se trata de acidentes. Há uma política consciente por parte dos governos tucanos e dos prefeitos da região de secundarizar as necessidades mais vitais da população, como é a questão da infraestrutura urbana e a prevenção de enchentes, para favorecer os grandes empresários pela via da iniciativa privada que se beneficia dos recursos públicos enquanto suga a vida dos trabalhadores e da população pobre.

Há um ano o atual governador João Dória, então prefeito da cidade de São Paulo, deslocou cerca de 30 milhões do orçamento de ações contra enchentes, obras em pontes e terminais de ônibus para a sua secretaria de “desestatização e parcerias”, ou seja, de privatizações. Dados oficiais mostram que também nos últimos dois anos, junto Bruno Covas, seu sucessor na prefeitura, Dória gastou menos de um terço do orçamento destinado à esses serviços de infraestrutura que são fundamentais na prevenção e/ou diminuição dos prejuízos vindos com as chuvas de início de ano. Dos R$824 milhões destinados a obras de drenagens apenas 38% foi gasto, enquanto dos R$575 milhões previstos para obras e monitoramento de enchentes somente foram utilizados 35%. O resultado é que mais uma vez São Paulo e seu entorno está debaixo d’água, com mais de 600 postos de alagamento registrados e vítimas fatais. Além dos casos onde a devastação da chuva levou quase tudo, está em primeiro plano o caos na maior cidade do país, já que trens, metrôs e vias estão interditados ou diretamente alagados.

O prefeito Bruno Covas finge se lamentar e faz declarações vazias em suas redes sociais enquanto está de férias, bem distante do caos que a população vive. Basta de demagogia capitalista, não foi acidente, o Estado é responsável. É urgente a ação imediata para arcar com todos os danos, responder às necessidades dos moradores e população afetada, com total disponibilidade de recursos das prefeituras e governo dedicados a isso e a prioridade para impedir que aumente a tragédia. Há apenas algumas semanas das tragédias do Rio de Janeiro e de Brumadinho-MG fica mais uma vez escancarado a lógica capitalista, com sua priorização do lucro em detrimento da vida. Iniciativas de solidariedade estão se espalhando pelas universidades e redes de apoio movida por moradores e trabalhadores da região, e nós do Esquerda Diário também nos solidarizamos com todas as vítimas dessa tragédia capitalista anunciada.




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