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Discurso anti-comunista de Bolsonaro associa esquerda e corrupção, enquanto é parte do regime

quarta-feira 3 de outubro| Edição do dia

A fim de criminalizar a esquerda no Brasil e associa-la com os esquemas de corrupção, o candidato reacionário Jair Bolsonaro afirmou na sua conta no Twitter que ’’a questão ideológica é tão, ou mais grave, que a corrupção no Brasil. São dois males a ser combatido. O desaparelhamento do Estado, e o fim das indicações políticas, é o remédio que temos para salvar o Brasil’’.

Quando Jair Bolsonaro faz este tipo de afirmação, primeiramente ele coloca que é possível alcançar uma suposta neutralidade dentro da política. O suposto neutro Jair Bolsonaro é o mesmo que é conhecido pelas suas declarações rascistas, homofóbicas, machistas e em defesa da ditadura militar, é o mesmo que chamou o economista ultra-neoliberal e anti trabalhador Paulo Guedes para ser seu ’’posto ipiranga’’.

Nada mais demagógico. Na verdade quando o candidato reacionário faz este tipo de declaração, ele na verdade quer legitimar os interesses de uma classe dominante colocando como fosse algo correto de ser feito. Quando ele faz este tipo de afirmação, ele faz uma confusão consciente que nem de longe vai resolver os problemas da corrupção no Brasil, muito menos combater o modo que funciona este sistema.

Sabemos que a corrupção que indigna milhares de trabalhadores é algo inerente ao capitalismo. Os grandes capitalistas financiam e fazem acordos com os políticos para que eles façam políticas para o seu interesse. Isto por si só já desmascara a demagogia de Jair Bolsonaro em querer combater a corrupção, pois o seu programa é ultra neoliberal, ou seja capitalista e não foge desta lógica de como funciona o sistema.

Bolsonaro diz que quer o fim das indicações política, mas ao mesmo tempo considera continuar trabalhando com a metade da equipe que esteve com Michel Temer. Isto mostra que na verdade, o candidato reacionário quer uma equipe supostamente ’’competente’’ que consiga implementar os ataques escravistas contra os trabalhadores e demais setores populares da sociedade que ele pretende implementar.

Sabemos que o candidato reacionário não é um suposto messias que vai romper com o sistema, pois na verdade ele é fruto dele. Quando ele associa questões de ideologia, com o funcionamento deste sistema podre, na verdade Bolsonaro demagogicamente quer associar o funcionamento deste regime com a esquerda, como muitos direitistas vem fazendo. Vamos lembrar que Bolsonaro é profundamente ideológico, portanto quando prega que ’’questões idelógicas’’ tem que ser combatidas, o que quer afirmar é "desde que não seja a minha ideologia" autoritária e reacionária.




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