Política

GOLPE INSTITUCIONAL

Dilma irá pessoalmente ao julgamento final do impeachment no Senado

Flávia Telles

Coordenadora do CACH - Unicamp

quinta-feira 18 de agosto| Edição do dia

Na última terça-feira 16, depois de muita especulação sobre o conteúdo, Dilma publicizou uma carta apelo que fez aos senadores, trazendo de forma bastante secundária a questão do golpe e propondo um plebiscito para definir as possibilidades de eleições gerais, que o próprio presidente do partido Rui Falcão discorda, mas que de novo escancara a política do partido de se resguardar para as próximas eleições e não lutar contra o golpe institucional em curso.

Diante das Olimpíadas, que traz uma passividade momentânea. Dilma utiliza tanto da carta quanto do pronunciamento de que irá pessoalmente ao Senado como uma forma de demonstrar força e deixar marcado a sua posição política para as eleições de 2018, disse que não tem medo de atitudes agressivas numa tentativa de recuperar alguma credibilidade da população que desde junho de 2013 passou a questionar mais profundamente o projeto reformista do PT, que hoje orienta as centrais sindicais e aqueles que querem lutar contra o golpe imposto pela direita a não travarem grandes lutas, como se viu nos atos do dia 16.

O julgamento final do processo começa no dia 25 de agosto às 09h e deve durar até o dia 29, em que Dilma provavelmente irá ao Senado, dos 81 senadores o golpe precisa de 54 para ser consumado. Golpe que o PT, já relativizou e assinou embaixo que não resistirá, tampouco a CUT que frente aos enormes ataques aos direitos dos trabalhadores, que já aconteciam nos anos de governo Lula e Dilma convoca uma mobilização burocraticamente controlada, sem que sirva de resistência à tão exigida reforma da previdência, às demissões que assolam o país, a privatização de setores chave como a Petrobrás, ou seja, segue com sua política de conciliação, visando 2018.




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